Educador na área de informática, estudante no curso superior de Redes de Computadores, blogueiro e ?ativista digital? de causas diversas que vão desde o software livre até o uso cidadão de mÃdias sociais, entre outras ? pequenas ? coisas. E-mail: williamracer@hotmail.com
Dona Florinda - sintese de uma mãezona com todos os atributos que elas possuem. Ícone eterno de uma mãe.
Existem coisas neste universo que nós marmanjos jamais vamos compreender integralmente. Uma delas é ser mãe. Não estou da limitação em carregar no ventre um ser humano em desenvolvimento, mas tudo o que envolve a função materna, e não apenas a função.
Primeiro precisamos reconhecer que nossa cultura, patriarcal, nos imerge em sociedades onde os seres mais perfeitos de todos os tempos, as mulheres, raramente são reconhecidas e seus feitos costumam ser pouco admirados. Falo em admiração honesta, não as conversas fiadas em torno disto. Portanto as mães podem até serem amadas, homenageadas em um dia no ano, mas costumam ter suas super habilidades ignoradas e acabam pagando um preço alto quando falham.
Depois, além de patriarcais -- e talvez por consequência disto -- também somos machistas, mesmo disfarçando o machismo. E elas precisam lidar com tudo isto, superar tudo e, como se não bastasse, possuem a missão de construir um ser humano. Sabe o que é isso, construir um ser humano? Requer engenharia, amigo. E toda a mãe traz isto como dom. Por serem mulheres, são capacitadas pela natureza para a missão mais nobre que alguém poderia ter em sua passagem pela vida.
Elas recebem a glória e a maior responsabilidade que alguém poderia ter. Merecem todas as homenagens sinceras, e o reconhecimento honesto. Não vejo uma melhor forma de fazer isto a não ser sendo um bom filho. Presentes, palavras, carinhos, nada recompensa uma mãe. O que deve recompensar é a sensação de que tudo valeu a pena. É permitir que elas nos olhem e pensem: “Enfrentei todos os desafios, lutei, sofri e quase enlouqueci, mas valeu. Tudo valeu a pena.” O olhar de orgulho que ela já nos dirigiu em algum momento foi o melhor presente que alguém poderia ter lhe dado.
Sabe, pensar em nossas mães a cada passo que damos, comprometidos em honrá-las, é mais significativo do que nos preocuparmos com que presente comprar. Claro, a cada primeiro Domingo de Maio, irmos até elas e darmos um abraço e uma lembrancinha é simbólico, mas nem passa perto de ser à altura do que elas são, ou foram.
Faço todo o esforço para ser digno do orgulho de minha mãe, minha segunda mãe (sogra) e minha Deusa linda (esposa) que carrega nossa filha em seu ventre atualmente. E ser digno de orgulhar minha filhota que vem por ai também. É o maior presente que posso dar a elas, mães e, antes de tudo, grandes mulheres.
Entre os maiores problemas que vivemos, e entre os elementos mais fundamentais para dar impulso ao desenvolvimento de Bayeux e região, estão a necessidade de investimentos em infra estrutura. Não temos infra de transporte público, nossa cidade é um emaranhado absurdo de caos urbano e social.
Na visão de nossos políticos, isto é apenas campo para cultivar eleitores que eles podem enrolar de diversas formas. Nenhum realmente se importa com a construção e melhoria de infra estrutura aqui, e nos discursos é nítido que não se importam mesmo. Até porque, é fácil citarem necessidades além de suas competências, como um candidato a vereador que adora falar de seu compromisso com calçamento de ruas. Mas ao ser eleito ele dirá aos bobos que votaram nele que nenhuma rua será calçada porque ele não tem poder pra isso. E fará o que então se elegeu-se enganando o povo? Politicagem, é apenas isto que fazem lá na câmara.
No executivo não é diferente. Embora gerenciem diversas ações básicas, como educação, segurança e saúde, a culpa das deficiências nunca é do gestor, mas dos repasses estaduais, federais (Ou até mesmo divinos, como diria o imoral Marcus Odilon, atual prefeito de Santa Rita, antes de xingar publicamente cidadãos). Por isso, em campanha é fácil se comprometer com estas necessidades, afinal quando eleito será ainda mais fácil jogar a culpa até em D’us -- e ninguém pode contestá-los. Nossos pre candidatos sequer avaliam as demandas da cidade (avaliam sim as demandas de potenciais cabos eleitorais, pra arrumarem uma teta no serviço público a quem garantir alguns votos).
O transporte público entrou na pauta dos debates pre eleitorais de uma forma meio forçada e vemos pre candidatos sem jeito ao falar sobre ele. A impressão é de que não sabem mesmo como debater transporte público e isto é péssimo para uma cidade que está com o sistema em plena falência. Piora ainda mais quando o GF sinaliza um avalanche de verbas que serão mal utilizadas e nenhum representante público, até aqui, foi capaz de mostrar interesse em intervir para discutir como usar essa grana de forma racional e promover reais melhorias no serviço, tentando recuperar alguma coisa. Transporte público é um dos elementos que está inteiramente sob a responsabilidade de gestões municipais. É um daqueles casos em que assumida a responsabilidade, o candidato não tem desculpa para não cumprir, afinal não pode jogar a culpa em esfera estadual ou federal por ser incompetente em planejar e gerenciar o serviço. Desconfio que, por isso, muitos evitem falar nestas coisas. Por ai podemos começar uma avaliação, ainda dos pre candidatos, pois se são incapazes de debruçarem-se sobre o que lhes será de exclusiva responsabilidade, ainda em campanha, saberemos que passarão 4 anos enrolando e fazendo as mesmas tolices no poder (que todos fizeram até aqui).
Mas não é só o transporte público que mostra a face dos políticos locais, e nossos pre candidatos pouco úteis e incapazes de focar naquilo com que podem e deveriam se responsabilizar, já que terão em suas mãos os meios para agirem. As deficiências digitais de uma cidade são calcanhares de Aquiles para qualquer plano de desenvolvimento. Sobre isto, nem mesmo há comentário neste período pre eleitoral. Simples: eles não sabem a importância da coisa, muito menos estão preocupados com nada. E assim nunca tomarão conhecimento.
Vejam como a gestão atual trata o assunto: O GF desenvolve programas, coloca nas mãos deles. Meses após receberem tudo, lembram que tem que botar algo em funcionamento. Abriram um Telecentro, é só. É tudo. E ainda gera propaganda. E nossos pre candidatos farão no máximo isso ai também. Portanto não terão nenhuma moral pra fazer críticas a atual gestão neste quesito. Afinal, até que algum prove o contrário, não possuem interesse nenhum em implantar melhorias com as quais possam se comprometer de fato. Se agem assim é porque são incompetentes, e nem eles mesmos acreditam em si (por que eu haveria de acreditar nestes caras?)
Bayeux não tem rede 3G que preste, de nenhuma operadora. Somos 100 mil habitantes (já repararam como em décadas a cidade não passa disso?) e não temos acesso a serviços de conexão de banda larga suficiente. Parece brincadeira, mas na região central de Bayeux, a principal operadora local que disponibiliza conexões no máximo de 1 Mbps, não tem oferta de portas para novos assinantes. Ou seja: oferecem pouco e estão se lixando para expansões. Há algo de errado nisso e são nossos paladinos políticos (mais preocupados com linguiça do que com qualquer outra coisa) quem deveriam verificar onde está o problema.
Qual é o incentivo dado pela prefeitura para expansão de acessos à conexões de banda larga? Será que não é hora de começar a traçar uma política que incentive múltiplas empresas operadoras a se pegarem em uma ampla concorrência dentro de nosso território, para que possamos oferecer melhor acesso ao cidadão e a quem investe aqui (empresas e comércio)? Quantos pre candidatos estão preparando planos de governo fajutos agora e vão deixar as questões de inclusão digital de fora? Até porque falar de saúde, segurança e educação é mais fácil e ilude eleitores mais ingênuos que são até capazes de acreditar que tais pre candidatos realmente poderão resolver todos os problemas do mundo (poderiam citar a busca pela paz no Oriente Médio também. E são até capazes disto, já que após eleitos eles dirão: “Isso é coisa pra ONU, eu não posso fazer nada. Desculpa, foi mal”), e olhe lá se não teminarem a frase com um deselegante: “Aceite um conselho; vá tomar no...”.
Os maiores problemas de Bayeux, e os mais ‘solucionáveis’ pelas gestões municipais também, estão na infra de transporte público, na inclusão digital, na falta de equipamentos culturais, na urbanização. Qualquer pre candidato que prometa fazer revoluções em outra área, sobretudo em áreas onde fomentos são de esferas superiores, é um provável mentiroso cretino tentando enganar você. Na primeira oportunidade ele vai se safar botando a culpa no GF, no governo do estado, e ai vai passar a fazer politicagem aberta, seja bajulando um gestor de esfera superior por partidarismo (ou canalhice pura e simples), ou atacando gestores de tais esferas movidos pela mesma imbecilidade de sempre (imbecilidade com a qual estamos acostumados por sinal).
Então é isso. Quero ver quem põe inclusão digital na pauta da campanha e debate o assunto com propriedade de quem realmente estuda os problemas locais e busca soluções.
Nesta semana (provavelmente dia 24) a Google deve anunciar seu Drive Virtual. Este serviço pode ser tornar uma das ferramentas mais populares em cloud computing brevemente.
Não temos uma boa infra estrutura de conexão com a Internet ainda, mas caminhamos para melhorias, mesmo que tais melhorias não signifiquem que estaremos alinhados com o que há de melhor no mundo. De qualquer forma, a Cloud Computing se expande, inclusive por aqui. E ficamos na esperança de um dia termos serviços de conexão decentes e acessíveis que nos possibilite usar plenamente os serviços online. Em todo caso, a cada dia este conceito de computação na nuvem passa a se consolidar e tornar-se importante, até o dia em que o seu HD encolherá ao ponto de quase sumir.
Tudo seu, tudo que você precisar, tudo a seu respeito, estará na “nuvem”. E é fácil encontrar bons motivos para que isto aconteça. O primeiro deles é que os computadores se fragmentarão entre diversos dispositivos, em grande maioria móveis, que precisarão de sincronia. Quando você usa uma aplicação via web, o que você faz pode ser acessado e modificado a partir de qualquer outro dispositivo. Quem não faz uso de recursos de cloud computig hoje e opta por usar exclusivamente aplicativos instalados em cada dispositivo, tem que se virar com pendrivers, cabos, discos, upload e downloads de um lado para outro o tempo todo e acaba com um monte de versões de seu trabalho espalhada por inúmeras pastas. A coisa complica ainda mais quando você usa diversos sistemas operacionais e dispositivos pouco compatíveis entre si, ou precisa compartilhar conteúdo entre várias pessoas.
Já notou como na web tudo é compatível? Sites são acessados de qualquer lugar por qualquer dispositivo com sistemas operacionais mais diversos que possa imaginar. Isto é uma característica da Internet que a Cloud Computing usa muito bem e que facilita a compreensão de sua importância. Temos clientes de e-mail (programas para acessar e manipular e-mails em contas online sem precisar usar o navegador e ir até o site, como o velho Outlook por exemplo) praticamente desde que a web se popularizou, mas grande parte das pessoas sempre preferem acessar o serviço via site. Isto porque usar o cliente de e-mail em um dispositivo é fácil, basta configurá-lo ali. Em dois computadores, tudo bem desde que eles sejam exclusivos, então você configura o cliente de e-mail no seu PC em casa e no trampo, por exemplo. Mas quando passa disto a coisa complica. Quando você usa diversos computadores, acessa seus e-mail de vários locais e dispositivos, então o site é o melhor caminho, pois fica inviável configurar clientes de e-mail em tudo que for máquina em que você botar a mão.
Agora expanda mais este conceito. Seus documentos feitos no Word 2007, que não abriam no Word 2003, que exigiam instalação de extensões e te deixavam na mão quando tinha que usar outro PC. Muita gente passou por isso, e tem muitos que ainda estão sofrendo com coisas assim. E na hora de preparar um trabalho que será enviado por e-mail, tem aqueles que fazem tudo bonitinho, salvam no PC, fazem upload para anexar ao e-mail e cruzam os dedos para que seja compatível com a versão de aplicativos de quem receberá. Poucos se deram conta de que documentos podem ser editados inteiramente online. Sem a necessidade de serem armazenados em uma máquina, podem ser acessados e modificados de qualquer lugar e qualquer dispositivo com acesso à web. E enviá-los por e-mail requer apenas marcar uma opção e escolher o formato (salvar? Não precisa, o salvamento é automático a cada modificação. Terminou, fechou, fica tudo lá salvo). O mesmo pode ser feito com planilhas, apresentações e até formulários.
Mas porque tão pouca gente usa estes recursos? Falta de conhecimento, em uma imensa parte, e comodismo em outra enorme parcela. Estamos acostumados com um pacote Office padrão (este da Microsoft) e não buscamos formas mais simples de trabalhar e compartilhar documentos. Mas o Google Docs existe há anos ( docs.google.com ), e o próprio Office da Microsoft também está online. Ou seja: você nem precisa instalar no seu PC para obter os recursos básicos (e mais importantes) destes aplicativos. E quantas vezes a gente vê pessoas desesperadas porque o Office deu pau e não sabem como vão terminar um trabalho?
Aplicações online oferecem recursos interessantes e possibilitam soluções para quem vive perdendo arquivos e tropeçando em incompatibilidades. A cloud computing deve se tornar coisa comum daqui pra frente, principalmente agora que a Google está perto de lançar seu serviço de drive virtual que, junto com o sistema móvel Android, deve popularizar o uso de armazenamento na nuvem (online, na web). Logo o Google Docs passará a ser uma opção para edição de arquivos mais comuns, como documentos, planilhas e apresentações, sem a necessidade de transferir de um lado para outro cada vez que editar e salvar um documento.
Em tempo: Ontem, prestando suporte a uma apresentação numa importante instituição em João Pessoa, percebi uma senhorita aflita pois seu notebook não abria corretamente um vídeo que deveria ser apresentado. Notei que o problema era simples: Codec. Por sorte, ela tinha um pacote de codecs, num player alternativo, em seu notebook. Consegui fazer funcionar e expliquei como abrir o arquivo pelo outro player. Mas é comum acontecer isto e a pessoa não ter um player alternativo, ou codecs adequados instalados no notebook. E ai... começa o desespero em cima da hora. Se ela soubesse como usar bem o Youtube, enviando vídeos para sua conta pessoal e restringindo o acesso (não permitindo ao publicação aberta), poderia simplesmente acessá-lo ali na hora da apresentação e exibi-lo sem preocupação nenhuma com codecs. Infelizmente é comum ver gente dando cabeçada em parede sem buscar alternativas para evitar problemas que muitas vezes se repetem. Seja esperto, se ligue em como você pode usar a oferta de aplicativos online para garantir seu bom trabalho, use drivers virtuais pra backups importantes e vá ingressando aos poucos na cloud computing.
Todos os clichês cabem neste texto, então elaborá-lo não seria uma tarefa fácil. Falar em tecnologia hoje em dia sem recorrer a clichês nunca foi fácil mesmo, seja hoje ou em 1912.
A propósito, de 1912 pra cá os computadores sairam da primeira geração e saltaram para a quinta num intervalo de pouco mais de meio século. Naquela época em que o Titanic ia pro fundo do Atlântico, a computação era mecânica. 50 anos depois, estávamos saindo das válvulas para os transistores e dali a não mais que vinte anos já estávamos na mesma era em que nos encontramos hoje, com computadores que usam microprocessadores em seus cérebros digitais, a quinta geração destas máquinas.
Os microprocessadores nos trouxeram a multiplicação de dispositivos eletrônicos capazes de computar. Computadores de várias formas, modelos, tamanhos e para todo o tipo de aplicações invadiram nosso cotidiano. E daqui por diante veremos estas maquinas se fragmentarem cada vez mais, adquirindo funcionalidades cada dia mais impressionantes. Entre as novidades que devem surgir em breve, algumas merecem destaque por se tratar de tecnologias em avançado estágio de desenvolvimento e grandes promessas de utilidade para todos nós.
O’LED
Telas ultra finas, sem iluminação de fundo, podendo ser translúcidas e exibindo imagens com altíssima definição já estão prontas e tem sido mostradas aos montes em diversos eventos, como feiras e congressos tecnológicos pelo mundo à fora. São telas O’LED, sobre as quais eu fiz uma breve introdução no post anterior. Elas serão capazes de levar imagens em movimento para locais que você nunca imaginou. Poderão transformar os Tablets em uma espécie de “papiro digital”, que é enrolado e reduzido a um cilindro. Telas O’LED são maleáveis, e isto já está proporcionando o uso de aplicativos que compreendem gestos como o de afastar o zoom ao curvar a tela para dentro, e aproximar o zoom ao curvá-la para fora, entre outras coisas bacanas de se fazer em uma tela dobrável. Uma das grandes vantagens sobre as telas LED tradicionais está o fato de não precisar de iluminação de fundo para exibir a imagem. A tecnologia, que usa diodos orgânicos emissores de luz no lugar dos diodos convencionais, consome menos energia. Logo, poupará nossas baterias e será ainda mais econômica do que uma tela LCD atual.
O custo de produção de telas O’LED ainda é astronômico. Os Japas estão conseguindo produzir modelos de TVs com elas, mas não estão prontos para comercializá-los. São protótipos para serem mostrados em eventos, como congressos de tecnologia e suas produções, bem como boa parte das pesquisas e do desenvolvimento, contam ainda com subsídios do governo da terra do Jaspion. Mas certamente esta tecnologia vai invadir o mercado em poucos anos. Em escala menor, na forma de tela de aparelhos celulares, ela já chegou a alguns lugares, como nos EUA, e está começando a ensaiar seus primeiros passos por aqui. Ainda é muito caro produzir O’LED. Mas isto é: ainda...
Imagens de satélite? Mapeamento tridimensional é o futuro
A suéca SAAB é um ícone em tecnologia que afundou recentemente deixando a indústria automobilística um tanto órfã. Por aqui ela esteve ligada à Scania, que ainda fabrica caminhões pesados bastante populares e chassi para ônibus (ruins). Tirando o fato de que os ônibus Scania não prestam, os caminhões até que são legaizinhos e que seus automóveis, mais comuns na Europa, não empolgavam tanto, a SAAB costumava lucrar alto com equipamentos bélicos. As origens da empresa estão na aviação e seu forte é a aviação militar. Assim, quando a divisão automobilística foi para o limbo, poucos deram alguma importância, ela já estava nas mãos da GM mesmo haviam anos. Mas o fim da SAAB significou a oportunidade de muitas empresas de tecnologia botar as mãos em coisas que eram desenvolvidas nos laboratórios suecos para fins militares. E um destes tesouros é um software de mapeamento em 3D que a SAAB desenvolveu para embarcar em suas aeronaves.
Meio que na surdina, a Apple comprou o software e, agora, ela pode pôr em prática (se é que já não está fazendo isto) um mapeamento do mundo em 3 dimensões. Se você já se impressiona com as imagens do Google Maps, feitas por satélite, com alto grau de fidelidade em alguns pontos, espere até poder sobrevoar paisagens em três dimensões com o mapeamento feito pelo software da Apple. Mas a coisa pode não se restringir a apenas isto. Com os dados tridimensionais de nossas cidades e cada lugarejo em nosso globo, somado a uma guerra entre Apple e Google, poderemos, num futuro, próximo ver aplicações diversas para estes mapas tridimensionais. Por exemplo: uso para composição de cenários realísticos em filmes, games e simulações diversas. Em resumo, daqui a alguns anos as locações de certas filmagens podem ser feitas inteiramente dentro de um computador, sem precisar de filmagens externas. E ficará tão realístico quanto ser filmado em plena via pública. Games vão utilizar elementos reais em seus cenários e diversas simulações poderão ser feitas, desde auto escolas, usando estes cenários reais para treinar alunos, a pilotos de avião em seus já tradicionais simuladores, agora com maior definição. Desastres naturais também poderão ser simulados e medidas de prevenção melhor estudadas com tal tecnologia. (Veja mais detalhes aqui: http://youtu.be/CNemPTHOKWg )
Dirigir, só por esporte
Essa vai fazer o nosso amigo Adalberon chorar, de felicidade. No dia em que os ensaios do Google com seus carros autônomos estiverem prontos, a tecnologia vai se expandir como numa explosão e imediatamente ela estará à disposição em todos os automóveis no mundo inteiro. Isto porque tal tecnologia não necessita de mudanças drásticas na infraestrutura de ruas e estradas, ela requer basicamente equipamentos dispostos apenas no próprio veículo. É possível imaginar como vão surgir kits de transformação para qualquer jabiraca virar um carro autônomo sendo vendido em zilhões de prestações. Será acessível a todos. Com isto, podemos prever donos de empresas de ônibus tirando até o motorista da função pra obter melhores lucros (e trocando todos por cobradores, num sentido inverso ao atual, pagando menos). Na prática, os veículos autônomos vão conduzir com segurança pessoas para todos os lugares. E serão capazes de atender pessoas com limitações, como deficientes visuais que finalmente poderão ter um veículo, sem a necessidade de contratar um motorista.
E não pense que isto é uma projeção fantasiosa. Carros autônomos do Google já estão rodando nos EUA, em estados onde ele já possui licença para transitar sem motorista. Ainda exige instalação de equipamentos esquisitos sobre o teto e em torno da lataria, mas é impressionante, em todo caso, a forma precisa como circula pelas ruas, estaciona e manobra. (Veja um dos vídeos que mostram um deles conduzindo um deficiente visual pela cidade: http://youtu.be/cdgQpa1pUUE e outro numa apresentação em 2011 na TED http://youtu.be/oMdcWHnbhsw )
Um óculos, é tudo de que você precisará
Celular? Ele continuará a existir, mas não será essa coisa que levamos no bolso. Smartphones, idem. Eles estarão em outro formato, os levaremos na cara para todos os lugares. Serão uma espécie de óculos. Não exatamente como um óculos com lentes, mas sim um dispositivo disposto em uma armação que projetará imagens diretamente em nossa retina. Será capaz de obedecer a comandos de voz e fará tudo o que um Smartphone faz hoje em dia, com a diferença de que você terá as informações todas diante dos seus olhos o tempo todo (enquanto estiver com o dispositivo sobre suas fuças).
O nome do troço é Google Glasses. Numa tradução tosca: Óculos Google. Seu conceito parece esquisito ainda, mas ele funciona e está em estágio avançado de desenvolvimento, podendo ter seu lançamento anunciado a qualquer instante. Como reúne funções de Smartphones, é fácil prever do que será capaz. O vídeo de divulgação postado no Youtube (aqui: http://youtu.be/14rmYBIT_5Q e o vídeo já sacaneando o projeto também: http://youtu.be/t3TAOYXT840 ) permitem imergir na ideia e ter uma pequena experiência da coisa.
Estas coisas tem 90% de chances de estarem em nosso cotidiano antes do fim da década. Algumas podem surgir em metade deste tempo e já chegarem lá em versões atualizadas. Podem não parecer grandes coisas, mas, entre as inovações palpáveis, são as mais bacanas que pude relacionar aqui.
Esqueça os três, a tecnologia O’LED já está proporcionando o desenvolvimento de tablets da espessura de uma folha de papel. Transparente e maleável, ela é super resistente (Praticamente inquebrável. Capaz de suportar marteladas). Por aqui, começou a chegar timidamente, com derivações embutida em telas de smartphones, mas vai ser comum num futuro não tão distante.
Esqueça também os netbooks, ninguém precisa daquilo (além de ser a coisa mais brega que alguém pode portar).
Vai comprar seu primeiro computador? Parabéns, bem vindo ao mundo digital, essa aldeia global, livre e cheia de coisas legais. Só falta escolher o que comprar. E se pretende trocar sua jabiraca digital por uma coisa mais nova, talvez tenha as mesmas dúvidas na hora de ir até uma loja.
Em loja de informática, quem não tem alguma noção sobre o que são cada equipamento e as possibilidades com cada dispositivo apresentado acaba ficando na mão do vendedor. E o vendedor sempre vai te vender o pior, mais caro e inútil equipamento que puder empurrar (pra desovar o estoque). Portanto, leia alguma coisa antes de pisar numa loja de informática. A coisa piora muito quando você decide ir ao comércio de João Pessoa. Extremamente limitado, cheio de gatos com orelhas compridas demais para um felino e preços nada interessantes. Ai então você tá ferrado: não tem variedade opções, e as opções que tem não são nada decentes. Mas, sejamos razoáveis, se tiver alguma noção do que precisa e do que é cada dispositivo, vai saber se virar.
O que é um Tablet e quando eu preciso de um?
É uma tábua. Uma pranchinha em formato de tela. O Tablet serve para a mesma coisa que um Notebook, ou PC, se estivermos falando em relação a acesso a algumas mídias. Internet é um exemplo de mídia os Tablets são ótimos dispositivos, mas eles também servem para reproduzir imagem e som. Porém, não confie em um Tablet quando o assunto passa das mídias para as aplicações diversas. Nem todo aplicativo roda legal num tablet. Antes é preciso saber que aplicativos são ferramentas (lógicas) que usamos para diversas atividades. São parte de uma coisa que classificamos como softwares, ou parte lógica de um computador (sim, o tablet é um -- tipo de -- computador).
Há aplicativos que são excelentes num Tablet, como reprodutores de vídeo e áudio, ou GPS, ou ainda aqueles que dão acesso a redes sociais. São maravilhosos rodando numa tela grande (em relação ao seu irmão mais velho, o smartphone). Mas se você precisa de um aplicativo para desenho técnico, ou computação gráfica 3D, ai a coisa começa a ficar complicada num Tablet. Desconfio que editores de texto, dividindo espaço na tela com um teclado virtual (já que você terá à mão não mais do que a própria tela, o teclado aparecerá nela), não seja a coisa mais confortável com a qual trabalhar também. Porém, alguém pode lhe oferecer um teclado físico para compensar este incomodo -- e aceite-o se isto acontecer -- logo você estará portando uma geringonça que se conecta a dispositivos extras (o teclado neste caso) para não ficar se atrapalhando na hora de digitar e formatar um documento mais extenso do que um simples comentário numa rede social. Ai então é hora de você começar a considerar ter outro dispositivo, que não um Tablet, mais adequado à sua necessidade de edição de textos.
Notebook
Ele é antigão, sua concepção começa quase junto com a dos primeiros computadores pessoais (pelo menos alguém já imaginava como seriam os Notebook, antes mesmo de inventarem o mouse para o PC). Honestamente, não gosto de Notebook. No entanto, admito que são um mal necessário. Agora mesmo estou eu aqui, rendido a este dispositivo portátil que faz tudo o que meu guerreiro Pentium Dual E5200 consegue (mentira! Aqui eu não rodo nem metade dos jogos que tem no meu velho Pentium). As limitações dos Notebook em relação aos PCs está apenas na capacidade de processamento e é restrita a algumas linhas mais fuleir... er... populares. Tops de linha saem com configurações que deixariam meu turbinado Pentium comendo poeira. Porém (como sempre há um porém quando falamos em dispositivos e equipamentos em informática), o preço não seria nada interessante.
Ou seja: você até pode comprar um Notebook bacana (se achar um em João Pessoa), mas com a grana que vai gastar nele daria para comprar um PC muito superior. É o preço para ter um computador portátil que faz praticamente tudo o que um PC faz.
Outra coisa importante, caso esteja em dúvida entre Tablet ou Notebook: Embora o Notebook seja menos portátil do que um Tablet, ele roda os mesmos programas que rodam em um PC. Já o Tablet nunca vai rodar os mesmos programas que qualquer PC, pelo menos não nas mesmas versões e configurações. Então fique esperto, pois se você, como um certo aluno meu, pretende rodar um Corel Draw num Tablet... Não vai dar. Mas se comprar um Notebook, rodará os mesmos programas que puder instalar no seu PC (salvo as limitações de aceleração gráfica e de processamento que possam existir, mas isto é outro assunto).
Isto acontece por que Tablets possuem a mesmíssima plataforma dos smartphones. Que, por sua vez, são evoluções dos telefones móveis (celulares), portando nos seus corações, pulsantes processadores ARM. Estes processadores são super rápidos devido a sua arquitetura. E não apenas rápidos, eles também são frios, pois trabalham com ciclos mais curtos. Como a estrutura dos processadores ARM é completamente diferente da estrutura dos processadores x86 (e a evolução x64) dos PCs e Notebook, os programas feitos para smartphones e Tablets são escritos de forma completamente diferentes, tornando-se incompatíveis.
Tudo bem, porque não botam um x86 num Tablet e resolvem isto? Na verdade, a tendência é que ocorra o contrário. Os ARM podem acabar indo parar nos PCs e Notebook, mas um x86 num Tablet, jamais. A arquitetura x86 realiza processamento em ciclos mais longos do que a dos ARM e isto resulta em mais calor (e consumo de energia). Tanto que seu PC (e Notebook) conta com um sistema de refrigeração por meio de dissipadores e coolers (ventiladorezinhos) internos. Num Tablet seria, no mínimo, estranho -- sem contar desconfortável ter a mão fritando durante o uso do aparelho -- e afetaria bastante a espessura, tornando impossível reduzi-la.
Causaria ruído também, seriam Tablets barulhentos. Agora, imagine um celular com processador x86? Com uma ventoinha dentro e dissipadores. Soprando ar quente por todas as aberturas... Nem que fizessem um trambolho destes com o processador x86-x64 mais moderno e rápido de todos os tempos da galáxia, ele, por exemplo, jamais conseguiria processar dados de voz com tamanha eficiência que um ARM. Como se não bastasse ser calorento, ainda é lento pra certas aplicações, como na telefonia celular.
Mas, voltando ao assunto, as duas plataformas hoje possuem um abismo que torna impossível ter num Tablet os mesmos aplicativos que se usa num PC (não estou considerando versões adaptadas para Tablets). Já num Notebook, contando com a mesma plataforma de processamento que qualquer PC[zão], sim podemos integrar bem as ferramentas usadas tanto em um quanto em outro.
E quando um PC é melhor que tudo o que existe?
Quando você quer tranquilidade. É mais fácil manter um PC do que um Notebook, por diversas razões. A maior delas é o custo de manutenção. Um PC é fácil de manutenção, você encontra peças diversas, a preços variados e sempre tem alguém por perto que faz o conserto quando algo dá errado. Um Notebook dá mais trabalho e, dependendo do problema, torna-se imprestável quando quebra, forçando-o a jogar tudo fora e comprar outro. A coisa mais tosca que alguém pode fazer é optar por comprar um Notebook e usá-lo apenas em casa, como um PC. Limitado ao que vem de fábrica (pouca coisa se troca, e normalmente o upgrade se restringe a quantidade de memória), é um desperdício de oportunidades. Com um PC você pode comprar numa configuração simples, poupando grana no momento, e quando a coisa desapertar você faz uma atualização na máquina equipando-a com tudo o que tem direito e transformando-a numa super máquina.
O PC não vai servir pra você caso haja necessidade de mobilidade. É desconfortável andar com um gabinete (vulgo CPU no submundo da informática) e todos os periféricos em mochilas por ai. Então neste caso você vai ter que se render ao Notebook se quiser rodar todos os aplicativos e sistema operacional que tem em casa, ou na firrrrrma, no seu computador portátil. Caso precise estar sempre conectado, e não exista a necessidade de editar documentos ou fazer trabalhos complexos, então um Tablet é bacana e supera a mobilidade do Notebook.
E se sua necessidade de mobilidade é ainda maior, precisa levar o dispositivo no bolso. Então opte por um bom smartphone. Smartphones são miniaturas dos Tablets (que neste caso evoluiu no sentido inverso da lógica até aqui. Pequenos smartphones ganharam telas exageradamente grandes para se tornarem tablets). Inclusive, por compartilharem a mesma arquitetura de processamento, eles rodam os mesmos aplicativos, apenas com algumas modificações para se adequarem melhor ao tamanho das telas.
Resumo da bagaça:
Não precisa andar com um computador pendurado? Opte por um PC, vai ser mais tranquilo para manter e até implementar melhorias, mais recursos, dependendo de sua necessidade e grana sobrando na conta a medida em que o tempo avança.
Tem que ter um computador pra levar onde vá? O Notebook é sua opção caso necessite rodar os mesmos aplicativos que encontra nos PCs, em casa, na escola ou no trabalho. Pois sua arquitetura é a mesma de um PC, portanto você instala nele as mesmas ferramentas lógicas sem preocupar-se com a existência de uma versão apropriada ou não. Não há diferenças entre Notebook e PC, exceto o tamanho e a portabilidade.
Quer um pequeno dispositivo pra web, vídeos e MP3? O Tablet é legal para estas coisas e algumas outras. Dependendo do sistema operacional, já vem com GPS e pequenas bugigangas interessantes. Mas não vai fazer exatamente a mesma coisa que seu PC, ou Notebook fazem, ou pelo menos não da mesma forma. Lembre-se que Tablets não se restringem a web, vídeos e MP3. Estes itens estão apenas destacados aqui pra mostrar os pontos fortes do dispositivo.
Tá precisando de uma coisa mais compacta ainda? Vá de Smartphone, cara pálida. Faz tudo que um Tablet faz, ocupando menos espaço e sendo mais discreto.
Minha experiência pessoal:
Tenho os três (esnobe!). Comecei com o racional, sempre optei por PCs, e montei os meus ao meu gosto. Mas meu trampo me obrigou a usar um Notebook, então costumo arrastar uma coisinha destas às vezes entre um Lab e outro. O smartphone foi a aquisição recente, quando tive que escolher um dispositivo que me conectasse em tempo integral com a web, e permitisse cuidar de e-mails do trabalho, pesquisas da faculdade e coisas pessoais no momento em que não pudesse estar com o Notebook no colo, nem diante de um PC. O smartphone venceu o Tablet pelo tamanho compacto e pelo teclado físico (deslizante, fica escondidinho para o momento em que preciso dele). Cada um no seu devido lugar, todos são importantes e úteis. Mas isso é um exagero para a maioria das pessoas (principalmente as comuns). Se não precisa de toda essa parafernália o tempo todo, escolha a que melhor se adeque à sua necessidade. Não recomendo ter tudo ao mesmo tempo sem necessidade, pois você acaba abandonando algum, o que é um desperdício e tanto. Acredite, eu uso os três, e mais uma porrada de computadores em outros locais, muitas vezes no mesmo instante. Se sou normal? Tire suas conclusões.
Seria estranho demais o Zuckeberg trollar brasileiros. Mais estranho ainda seria ele fazer isto numa entrevista à CNN. Mas, se você acha que ainda tem pouca coisa estranha na estória, perceba alguma referências nela: Orkut; GIFs (aquelas figurinhas animadas); mensagens de “carinho e amor” flodando a página de atualizações dos contatos, entre outras tosqueiras.
Se o Mark Zuckeberg fosse brasileiro e utilizasse o Orkut (no auge e hoje) ninguém desconfiaria. Ele realmente poderia ter dito tudo, e usado tais referências. Mas o Zuck não um brasileiro pobre (de espírito) que busca ascensão através de rede social e corre pro Facebook pra se sentir 'elite' e se ver longe da favela (dizem que fica no Orkut a favela da internet).
E mais que isto: O Mark é um dos sujeitos mais espertos do planeta. Gente esperta não fica de fru-fru com rede social. Aquilo é um negócio – milionário, é bom que seja dito – pro Zuckeberg. Ele não iria sair por ai falando coisas deste tipo em relação a país nenhum, muito menos em relação a nós brasileiros. O Brasil é um mercado cobiçado, onde seu serviço de rede tem crescido bastante ao custo de muito marketing. Faz ideia do quanto o Mark – através de sua empresa – investiram no Brasil pra empurrar o Facebook goela abaixo, onde enfrentava (ainda enfrenta) resistências de usuários de outras redes tradicionais (Orkut, por exemplo)?
Foi com muito sangue, suor, trabalho duro... Er... Na verdade não teve nada disso não. Foi apenas grana. Uma cachoeira de grana jorrando em tudo que é mídia popular no país, com jabás de artistas, apresentadores, músicos, bandas, etc. que o Facebook começou a emplacar. Dai pra frente, a própria atitude dos usuários mais tontos do Okrut (aqueles que ainda não passaram pela puberdade, ainda que já estejam a caminho dos 30), na tentativa de um 'apartheid digital' – tem coisa mais babaca? – elegeu o Facebook como lugar de uma elite. Na verdade, no início da popularização o Facebook era um ambiente mais “limpo” de atualizações fúteis de usuários. Mas é claro que se você adiciona aquela pessoa que adora publicar correntes, gifs animados em sequência e recadinhos “fofos”, não pode reclamar de nada.
Não é o serviço que cria estas coisas, são os usuários. Tudo depende de sua rede. Os serviços se esforçam para proporcionar total controle sobre os inconvenientes. Mesmo o Orkut, quando o ajustamos aos nossos interesses, é um ótimo ambiente social. Acontece que o Orkut é um serviço velho, que foi aprimorando-se. É um tipo precursor de muita coisa boa que surgiu nestes serviços de rede social. Lá fora, o Myspace (quase desconhecido aqui), sofre do mesmo mal. E, não por acaso, é também alvo das chacotas online, tal qual o Orkut. Dai vem a justificativa para que eu estranhasse que o Zuckeberg tivesse comentado algo sobre o Orkut na CNN. Lá o Orkut é tão pouco popular que quase não se sabe de sua existência. Talvez ele pudesse usar o Myspace como referência para o público norte americano, mas o Orkut, duvido que usaria.
Estas redes mais antigas, ao aprimorarem seus recursos não conseguem fazer de forma perfeita. Quando o Orkut passou a permitir selecionar contatos para receber atualizações, muita gente tinha centenas de contatos não classificados, pois a classificação destes só era feita depois do adicionamento, em uma página de configurações. Nada conveniente, e poucos se davam ao trabalho de ficar classificando contatos, uma vez que não significava muito fazer aquilo, não tinha utilidade alguma afinal. Quando passou a ter utilidade, aqueles que tinham uma porrada de contatos sem classificação, ou mal classificados, não estavam afim de seguir para a página de configuração e passar o dia marcando a que grupo pertence cada pessoa.
Isto não acontece no Google+. Assim que o contato é adicionado, damos uma classificação a ele (incluindo em um círculo) e cada atualização postada exige a definição de a que círculo se destina. O Facebook copia estas coisas, mas ainda não com a mesma eficiência do Google+. Mesmo assim, é melhor que o Orkut neste quesito. Portanto é possível perceber o sentido dado ao problema da inundação de futilidades e postagens inconvenientes de contatos avulso. Desenvolvedores já perceberam isto há muito tempo, e prepararam mecanismos para que nós usuários pudéssemos controlar o que receber entre as atualizações. A diferença está na comodidade. Algumas ferramentas modernas, como o Google+, tornam esta tarefa tão simples que passa a ser natural como simplesmente postar algo. No Facebook a coisa é um pouco mais complicada e no Orkut não há garantias de que vá funcionar, pois algumas pessoas (como eu) não se deram ao trabalho de reclassificar todos os contatos – principalmente os mais antigos – incluindo todo mundo nos grupos certos. O importante é que o sentido de desenvolvimento destes serviços é sempre o de oferecer formas de o usuário personalizar o recebimento de notificações, atualizações e o envio de publicações, para evitar choques e sobrecargas, como temos atualmente, entre o que é ou não relevante. Sendo assim, seria impossível o Zuckeberg fazer aquele comentário, desconsiderando toda a lógica de desenvolvimento adotada por tais serviços. E o que é mais ridículo: jogando a responsabilidade sobre o usuário. Só sendo muito ingênuo pra achar que o Mark, ou qualquer outro no comando de outros serviços, iria declarar uma bobagem destas.
Se no Google+ eu recebo apenas atualizações interessantes, não é porque lá está a 'elite social das redes sociais'. Mas sim porque lá eu tenho mecanismos de controle das atualizações e postagens mais sofisticados e fáceis de usar.
De onde veio a presepada
Por fim, a fonte da falsa notícia – que, como eu cheguei a supor, não passa de uma brincadeira – é o portal G17. Trata-se de um portal de humor, que publica falsas notícias com um tom jornalístico sério. Aqui está: http://www.g17.com.br/noticia/redessociais/cnn-diz-que-mark-esta-triste-com-o-comportamento-dos-brasileiros-no-facebook.html
Não só o site Gazeta Online não teve o cuidado de checar, como vários sites fizeram a publicação desta informação (inclusivo nós aqui no Bayeux em Foco, reproduzindo o da Gazeta Online), a exemplo de portais regionais de Alagoas e Sergipe, além do site da TV Transamérica e alguns outros menores.
A corrida em busca de polêmicas, e notícias sensacionais, acaba levando a imprensa a escorregões como estes. E, na web, imprensa e sociedade estão mais integradas do que nunca. Como não ser pego por uma brincadeira, ou falsa informação na Internet? Um dos caminhos é checar bem a informação, consultar pessoas que entendam o assunto em questão e ir em busca das fontes. Um detalhe naquela matéria chama muita atenção: embora citem a CNN, não há link para a tal entrevista dada pelo Mark. Isto é estranho também. Num impresso, tudo bem. Mas online com todos os recursos da web, nada impede um site de por um link para a informação direto da fonte. Notícia sem links para as fontes, é suspeita. Tudo bem, temos o Google, e se a fonte publicou algo, é só buscar lá. Ok? Nem sempre, na pressa de publicar uma notícia espetacular estes cuidados são tomados.
Eu saquei algo estranho assim que li no Twitter a manchete (sem sequer ter lido o conteúdo). Quando li a matéria, minhas suspeitas foram a 99% sobre ser mentira. E hoje, facilmente, desmascarei tudo. Isto exigiu um certo conhecimento sobre a web e redes sociais, sim. Porém, antes de tudo, exigiu bom senso. Matérias humorísticas podem ser confundidas com verdadeiras, se o leitor não tiver cuidado. No rodapé do G17 (a fonte criadora da brincadeira) há um aviso claro:
FIQUE ATENTO
G17 é site de humor e as notícias aqui publicadas não podem ser levadas a sério ou, servir de fonte de informação, pois se tratam de sátiras e ficção.
Alguém não teve o devido cuidado, e quando a matéria passou para um dos portais de notícias 'sérias', os outros embarcaram na maionese junto reproduzindo-a.
(Complemento: O humorístico G17 acabou de pegar mais um bobo. Agora a notícia foi parar no: http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20120321134501&cat=mundo&keys=-brasileiros-estao-estragando-facebook-fundador#.T2s39acur5k.facebook também. E não duvido muito que amanhã estará pelas redes sociais. Neste caso, quem tá pagando um imenso mico é a imprensa, incapaz de checar informação, ou submeter o que publica a uma análise prévia. Que papelão...)
Em breve, seu computador pessoal será aquele celular ali, do lado esquerdo no lugar da velha e ultrapassada “CPU”, que desaparecerá em boa parte dos lares e empresas. Nesta imagem está a projeção de como será daqui a alguns poucos anos. Um smartphone (celular) sobre a mesa, um teclado, monitor e alguns outros periféricos.
Lembra do relógio de pulso? Um dispositivo móvel muito útil que foi adquirindo diversas funcionalidades ao longo do tempo e se tornou peça de vestuário. Com o computador pessoal não será diferente. E não é difícil perceber como isto deve acontecer.
Os smartphones são uma classe de novos computadores pessoais. Eles são vistos ainda como aparelhos de telefonia móvel, um celular, mas esta é apenas uma de suas funções mais básicas. E são estes aparelhinhos, com cara de telefone, que vão substituir o seu PC em cima da mesa. Os netbooks, que chegaram a quase se tornar moda há pouco tempo, estarão enterrados para sempre quando isto acontecer. Tablets e notebooks ainda estarão por ai e os desktops (o modelo mais popular em casa e nas empresas) começarão a perder espaço.
Mas como o smartphone vai fazer tudo isto com tantas limitações? Como ele vai conseguir superar a comodidade de um PC tipo desktop, fuzilar os netbooks, ficar lado a lado com tablets e botar alguns notebooks para comer poeira? Simplesmente os pequeninos smartphones passarão a se conectar com todos os periféricos que você tem sobre sua mesa. Na prática, você vai notar apenas que seu gabinete (vulgo CPU) encolheu e que você agora o leva no bolso e, vez por outra, usa pra telefonar.
Entre os aparelhos top de linha, muitos já conseguem oferecer recursos com a mesma eficiência de um notebook simples, chegam a ser melhores do que alguns netbooks, mas estão limitados a uma tela de menos de 10 polegadas, e isto é o que os deixam para trás. Não adianta ter poder de processamento, rodar aplicativos bacanas, oferecer conexão com tudo na web (e ainda possibilitar ligações telefônicas), se tudo está preso numa pequena tela, que é dividida com um teclado virtual em muitos casos. Mas se isto era um problema para os smartphones, já estão sendo providenciadas soluções.
A Canonical, empresa que cuida da distribuição Linux mais bacana do mercado de sistemas operacionais, chamada Ubuntu, andou dando pistas de que pode desenvolver dispositivos capazes de se integrar com monitores, teclados e mouses. Isto seria feito com um tipo de parceria com a Google, rodando uma versão especial do Ubuntu dentro do sistema Android. O Android é um dos sistemas operacionais para smartphones mais popular no mundo. Seu crescimento é incrível, atingindo a marca de quase um milhão de novos dispositivos sendo ativados por dia usando a plataforma.
Quando isto acontecer, você vai até uma loja de informática comprar seu computador pessoal de verdade. Tão pessoal quanto seu telefone celular. E ele será mais útil do que seu desktop (seu PC sobre a bancada). Além da mobilidade superior a qualquer notebook, o smartphone estará integrado à web constantemente. Entre outras coisas, isto vai significar o fim do pendrive (que serve muito bem para ser perdido ou emprestado). Tudo o que você salvar estará online e poderá ser acessado de qualquer outro dispositivo, local, ou ainda ser compartilhado a qualquer momento, estando você em casa, no trabalho ou num passeio.
Mas além da facilidade em organizar seus dados, e protegê-los (não terá que se preocupar com a perda de um pendrive, porque queimou, ou por que simplesmente você não lembra onde largou, com seus arquivos irrecuperáveis – tipo uma monografia, ou trabalho importante), estes dispositivos serão capazes de lhe oferecer mais do que qualquer PC desktop jamais foi.
Ele será seu guia, com GPS, mapas, exibindo fotos por satélite e até visão panorâmica como se fossem em 3 dimensões dos locais em diversas cidades. Aquelas anotações de endereços, com pontos de referências e um monte de confusão vão desaparecer. Quer convidar alguém pra algum local? Linque um ponto no mapa e a pessoa vai visualizar todas as rotas possíveis e até mesmo obter informações sobre como usar o transporte público pra chegar até lá. Na verdade, tudo isto já existe hoje em aparelhos que custam um pouco menos que um netbook (que não tem nada disto e não é tão prático, nem cabe dentro do bolso).
Entre outras funções interessantes e úteis, os smartphones vão te dizer como está seu carro. Eles já podem ser usados atualmente como aqueles computadorzinhos de oficina mecânica que coletam dados do sistema ODB de veículos com eletrônica embarcada. Basta um adaptador conectado ao terminal e um aplicativo instalado em qualquer smartphone e você saberá se seu carro está com algum defeito, ou falha em sensores eletrônicos. Mas, futuramente, eles podem ir além e pesquisar em qual oficina você encontrará o melhor preço para o serviço (usando dados de redes sociais, será capaz de obter um ranking de confiança sobre os serviços também), onde encontrar a peça pagando mais barato, etc.
Não vão parar por ai. Também conseguirão guardar e emitir dados médicos sobre você, poupando uma longa entrevista nos postos de atendimento, ou nos hospitais. Você estará acompanhado sempre de seu prontuário médico, e ele estará online ao mesmo tempo. Para isto, basta a criação de um sistema que seja capaz de coletar estes dados, armazenar e aplicativos que gerencie o acesso a eles. Imagine como algo assim pode ajudar pessoas em situações de emergência?
Mas, o mais importante quando tudo isto for uma realidade, será o fato de que um número enorme de cidadãos estarão conectados o tempo tudo por meio das redes sociais. Isto permitirá acesso direto à informação e a participação de todos. O que pode dar início a uma nova consciência, e uma visão de mundo diferente da que estamos acostumados. Veja como Eric Schimidt, ex CEO da Google, descreve isto: http://bit.ly/wdyEZx [“Schmidt falou da Primavera Árabe e da situação na Síria. Graças ao mundo conectado, à “consciência global” que, segundo ele, é a internet, “será impossível ignorar o sofrimento. Pense nas fotos que estão todo dia saindo da Síria”.” ] – publicado no site do Estadão, dia 28 de Fevereiro de 2012. (acesse o link postado antes para ter acesso à matéria completa, com mais detalhes)
Quanto vai custar?
Uma das questões sobre como tanta evolução tecnológica vai chegar à palma de nossas mãos envolve o preço disto tudo. Faz sentido, pois se toda esta tecnologia ficar restrita a alguns poucos cidadãos, ela não vai ser capaz de revolucionar coisa alguma. E a boa notícia sobre este horizonte de transformações é de que os smartphones serão mais acessíveis às classes economicamente menos favorecidas. A tendência (se você acessou o link anterior, viu isto) é que smartphones atuais caiam de preço vertiginosamente, para um patamar de pouco mais de R$ 100,00, o mesmo valor médio de um celularzinho meia boca hoje em dia.
E se isto não for o bastante, com uns R$ 80,00 será possível adquirir um dispositivo que não telefona, mas acessa a web e faz tudo o que um computador de 6 anos atrás era capaz de fazer muito bem. Trata-se de uma ideia que foi colocada em prática e deu origem ao menor computador do mundo: O Raspberry Pi. No momento ele é feinho, vendido como uma placa de circuitos sem invólucro, algo meio artesanal – não muito diferente do primeiro Apple, que deu origem a toda a revolução da informática rumo ao computador pessoal e ao mundo que temos hoje.
É lógico considerar que o Raspberry Pi esteja dando impulso extra a tudo o que teremos no futuro. E ele é barato. Custa pouco mais de US$ 30,00 atualmente. No futuro, pode chegar a ser tão baratinho quanto um brinquedo chinês comprado no Terceirão, mas com a capacidade de conectar pessoas e operar como qualquer computador sobre uma mesa. Ainda será tão portátil quanto um smartphone, embora não seja capaz de fazer ligações telefônicas e talvez não possua uma tela que permita ser utilizado em qualquer lugar (na verdade ele será tão personalizável que provavelmente várias opções de telas portáteis devem surgir para compensar isto. Mas ninguém será obrigado a comprar tudo, assim como você só adquire os periféricos que lhe são úteis em seu atual PC).
Nosso próximo passo será rumo a computadores mais baratos, acessíveis, práticos e que serão levados conosco para todos os lugares. Softwares livres, combinados com avanço da tecnologia digital, permitirão o ingresso de mais gente na web, conectados de diversas formas a um custo baixo o bastante para garantir o uso democrático da rede. Prepare-se para isto.
Tragam sua pipoca, escolham seus lugares, esta será a eleição mais divertida de todos os tempos!
Por mais que eu tente encarar esta situação como algo sério – e admito que seja – não consigo deixar de enxergar o lado cômico da presepada toda. Eu deveria escrever isto para o portal Bayeux em Foco na próxima semana, no meu blog – já que finalizei a série de postagens sobre SOPA, PIPA e Azeredo (recomendaria lerem o blog, mas admito: os textos não ficaram muito bons. Então faça por conta e risco e se forem me xingar, poupem minha mãe. Um dia ainda aprendo a escrever, juro.)
Porém a polêmica surgiu agora, e neste momento estou com tempo e com o notebook no colo, então tenho que postar o que é preciso ser dito sobre a farsa mambembe que aprontaram. E aprontaram justo com o Expedito.
Acima: imagem da página falsa no Twitter em nome do pre candidato Expedito Pereira
Temo que este tipo de coisa se torne comum ao longo da campanha. E, de certo modo, até já previa a existência destas tolices no decorrer deste ano eleitoral. Não é de agora que política e redes sociais começaram seu relacionamento em Bayeux. Você pode recordar do ápice do Orkut, quando a comunidade da cidade tinha menos de 2 mil membros ainda, em idos de 2006, quando a politicagem imperava nos tópicos. Fakes e anônimos eram uma legião de apoiadores e detratores dos candidatos. Eles não debatiam política, apenas repercutiam boatarias e faziam baixarias. Naquela mesma época, membros incomodados com a bagunça fizeram uma campanha contra política nos tópicos. E conseguiram vencer os politiqueiros.
Duas medidas pontuais botaram ordem na bagunça. A primeira delas promoveu uma separação por assuntos, contemplando os interesses de cada um e assim foi criada a comunidade Bayeux Política, para debater exclusivamente a vida política da cidade (as politicagens); a outra medida foi a proibição de postagens de anônimos. E isto é importante para que comecemos a traçar um perfil de quem baderna nas redes sociais: São pessoas sem qualquer interesse em debater assuntos relevantes para o desenvolvimento social. Em geral, possuem uma mente completamente vazia, absolutamente nenhuma capacidade muito acima à de uma criança de 5 anos de idade. E isto é fácil de ser percebido nas “estratégias” que usam.
Mas há algo além disso que precisamos saber sobre estas pessoas. Elas também são o maior suporte dos candidatos mais populares dentro da cidade. São o tipo de pessoas que estes candidatos procuram para conseguirem destaques em campanha, em meio a toda a bagunça que ocorre em período eleitoral. E é por isso que se torna irônico quando, agora, o Expedito se torna o primeiro a receber este ataque no Twitter. Ele não se difere muito de seus adversários em “estratégias” (infantis) de campanha. Dos acertos à boataria – em sua maioria, regada com algumas baixarias – o eixo principal da politicagem em Bayeux segue conceitos chulos semelhantes ao bê-a-bá de Maquiavel, com pitadas de Roma antiga e até alguma coisa grega em forma do pior milkshake que se pode fazer com tudo isto.
E não podemos deixar de considerar também outra verdade sobre este assunto: Os candidatos em si não assumem – e nem podem assumir – responsabilidade direta sobre nada disto. Embora estejam relacionados indiretamente, se esquivam facilmente, pois ao usarem estas pessoas em campanhas, e deixarem a baixaria rolar, as impressões que causam no eleitorado mais ingênuo são o bastante para seus objetivos. Ou seja: Não são eles, os candidatos, os responsáveis. Mas até que eles gostam da sacanagem e se divertem. O Expedito (vítima atual) foi diversas vezes eleito atravessando campanhas em que se ajudava mutuamente com seus adversários através deste esquema básico. E convenhamos, a tática é tão eficiente que Bayeux esteve por décadas imersa numa polaridade política, alternando-se entre (pseudos) inimigos viscerais. Embora alguns eleitores percebam que esta alternância não tenha causado nenhuma guinada relevante para as políticas públicas em Bayeux. Ou seja: andamos em círculos, sempre do mesmo modo. O que nos permite levantar outras questões, tipo: Afinal, quem manda nesta cidade, se os opostos políticos resultam na mesma coisa? Mas isto é assunto para outro debate.
Em geral, um político em Bayeux reluta em assumir responsabilidades, e os argumentos que usam, quando são confrontados ou cobrados, estão todos estabelecidos na cartilha politiqueira do jardim da infância: “Isto culpa (intriga, mentira) da oposição”; “São meus adversários tentando me derrubarem”. Em versões modernas, surgem novas descrições, como “o mal”, “o lado mal” – ainda evoluiremos para “...o Dart Vader”, podem crer. Não pensem que isto é um detalhe bobo em meio a tudo o que temos em nossa política. Há uma razão para isto, embora alguns politiquinhos cretininhos, que estão começando a entrar na sacanagem apenas imitem estes atos sem entender ainda o que significam, eles logo aprenderão a usar este precioso artifício.
É uma forma de centralizar eleitores em seu eixo combinado de parceiros políticos. Não pense que se trata de uma tática fraca. Ninjas usam cortinas de fumaça para desaparecerem (pelo menos nos filmes; usam), ilusionistas somem com um helicóptero inteiro diante de suas fuças apenas distraindo você. Estes políticos destroem sua cidade, lhe usam em seus próprios benefícios, e ainda te fazem votar unicamente neles. E o que é mais interessante: Você é capaz de amar estes caras, se engajar em campanha. Óbvio que vez por outra você será desiludido, e também é evidente que você possa se revoltar. A questão é: para onde você vai correr? É ai que a tática da cortina de fumaça te pega. Naturalmente você reage buscando quem possa combater aquele patife que te enganou. E neste momento você cairá nos braços da “oposição”. Destacar opositores, para nossos políticos, é tão importante quanto pedir voto.
Funciona assim: “Vote em mim! Mas não esqueça: Aquele ali é meu opositor.” Entendeu? Agora basta criar todo o clima entre os eleitos para o lado oposto e o sujeito já estará na cúpula que domina uma cidade, como a nossa, ou uma região. Repare como os “opositores” são importantes para os candidatos mais populares por aqui. Percebam como eles destacam seus adversários, claramente lhe indicando a quem aderir quando você não suportar mais bancar o eleitor tonto. Agora feche a conta da seguinte forma: como eles conseguem fazer alianças com desafetos de forma tão fácil em tão pouco tempo? E olha que nós sempre imaginamos que adversários ferrenhos jamais se uniriam. Se perguntou alguma vez para onde vai as diferenças? Elas não existem, é puro ilusionismo eleitoral.
Não seria justo falar tudo isto e não indicar saídas. É que em muitos momentos o domínio é tão absoluto que simplesmente não há saídas. O modo como isto se estabeleceu em Bayeux, por exemplo, extinguiu a possibilidade de a cidade avançar, e ainda criou uma cultura politiqueira pesada. Coisa capaz de arrasar o surgimento de políticos com força pra sobreviver fora disto. Além de estabelecer encubadoras de embriões politiqueiros que perpetuassem a 'espécie'.
Voltando ao caso do Expedito. Ele foi beneficiado por décadas por todo este mecanismo, por toda esta politicagem. Ajudou a construir isto e se estabeleceu a ponto de hoje desafiar a sociedade bayeense em uma candidatura, mesmo depois de passar por uma condenação na justiça por prática de corrupção eleitoral (perdeu o mandato por isso). Ele não se importa, sabe que a estrutura politiqueira e toda a rede de boataria, junto com os ataques adversários, vão criar turbulência o suficiente para que duas pedras enormes se desloquem de seu caminho.
Seus atos do passado, sua condenação na justiça, a perda de seu mandato (que seria uma grande vergonha para um homem público, mas que aqui é posta como uma “injustiça”) é apenas uma delas. A mais pesada de todas, que compõe a gigantesca barreira para estes caras, seria um amplo debate social. Com espaço para isto, eles estariam encrencados diante dos eleitores. O jeito é tumultuar a eleição para deslocar para longe essa barreira. E é com estas baixarias que eles conseguem este tipo de coisa.
Mas acontece que as redes sociais são mais complicadas para estas táticas. Os golpes baixos precisam ter suporte maior e melhor para perdurarem por aqui. A farsa que atinge o Expedito, por exemplo, foi desmascarada quase no mesmo segundo em que iniciou. Se fosse um boato de rua, passaria no mínimo semanas contaminando a opinião pública. E como as redes estão atualmente permeando os assuntos discutidos em casa, no trabalho, na escola e nas ruas, estas farsas serão fatalmente desmascaradas e suas repercussões renderão o retorno do feitiço ao feiticeiro.
No entanto, não há nada que breque a atitude de politiqueiros por trás disto. Eles querem mesmo este fogo cruzado. Assim que o Expedito percebeu que estava sendo vítima de uma farsa, citou seus “adversários” como autores daquilo. Então as nossas atenções ficam reféns dos candidatos e daqueles que compõem a classe adversária, apontada pelo Expedito de forma genérica (até porque o autor da farsa age covardemente) e que leva o imaginário do eleitor direto para os adversários declarados dele. Veja também que neste longo texto, estamos dando atenção não somente ao Expedito, mas aos seus adversários, enquanto poderíamos usar este espaço para diversos debates sociais importantes para nós e para o município.
Nesta noite me debrucei sobre a farsa no Twitter, feita para atingir o Expedito, e encontrei alguns dados que podem ser interessantes. Estimo que o perfil de quem quer que seja possa ser traçado da seguinte forma:
É alguém que pretende infantilmente um choque entre Expedito e os apoiadores do pre candidato Vanildo Caetano. Isto é fácil de deduzir pelas primeiras postagens dirigidas aos Caetanos.
Também pretende causar problemas entre Expedito e o governo do estado. Como visto nas últimas postagens.
Parece sério isto que destaquei acima, mas não é tão bem elaborado assim, e a criancice é só o começo. A pessoa em si considera que as relações entre os envolvidos na política aqui seja tão inflamada quanto parece (na mídia), que com algumas declarações 'polêmicas' tudo explodirá neste período pre eleitoral. Dai podemos supor que se trata de alguém com certa ingenuidade, tentando armar um circo.
Mas eis que surge uma dúvida, ao analisar o modo como o sujeito escreve. Os erros de digitação, e ortográficos, poderiam comprovar a ideia de que fosse um tolo qualquer, semi analfabeto, com pouca instrução. Mas pode ser apenas uma arapuca. Os erros de português podem ser propositais, para denigrir ainda mais a imagem do Expedito. Uma forma de chamar a atenção. Mas, opa, chamar a atenção para... O Expedito. Sim, é um adversário do Expedito, sem dúvidas, sim é ingênuo e bobo, mas de alguma forma (que pode até ser inconsciente) dá foco para seu principal “opositor”. Ou seja: tá trabalhando muito bem dentro do esqueminha básico de politicagens em Bayeux.
Objetivo deste planinho típico de TV Cruj: Não poderia garantir a nenhum de vocês que sou capaz de descrever com exatidão cirúrgica. Mas posso levantar algumas possibilidades bem legais. Atrapalhar o Expedito em sua aproximação com o governo do estado e promover um choque dos correligionários do Vanildo Caetano com a turma do Pereira, criando uma situação onde alianças entre os dois lados se tornassem difíceis de ocorrerem.
Será que há no imaginário deste gênio a ideia de que isto enfraqueceria dois lados de uma tacada só? Primeiro: os acertos políticos, regados a politicagens, não são influenciados pela boataria. Segundo: A boataria é apenas fumaça na cara do eleitor e show para desviar a atenção para temas de relevância que passarão batido nas campanhas (e com os quais nenhum dos candidatos do “eixo” se sentirá, legitimamente, comprometido caso vença). Ou seja: nada disso vai passar de uma das primeiras grandes tolices de bajuladores politiqueiros que veremos ao longo do ano nas redes sociais. A você, eleitor esperto e bem esclarecido, eu recomendo que divirta-se. O circo chegou, com toda a trupe e cheio de truques baratos, que desta vez poderemos assistir online interagindo e nos divertindo juntos.
Em tempo:
O perfil verdadeiro do Expedito Pereira é @DrExpedito (como foi divulgado aqui no portal há uns dias atrás.
O perfil falso, criado para promover toda a palhaçada é: @PereiraExpedito
Recomendação: Usem as redes sociais, marquem presença nelas. Deem às redes uma função social, exercendo sua cidadania como nunca antes. A decisão entre deixar que este circo se estabeleça, ou mudar a história de sua cidade depende unicamente de você. Eu sei, é uma baita responsabilidade. Tome seu espaço, adicione todos os candidatos e os avalie diretamente por estes canais.
E ela é mais indigesta do que a norte americana.
Enquanto nos EUA projetos como SOPA e PIPA buscam, de alguma maneira, barrar a pirataria online, por pressão da indústria do entretenimento, no Brasil a iniciativa parte de políticos afim de controlar o que é publicado na rede.
São duas formas de tentativas de controle sobre a web bem distintas. Lá fora a maior preocupação é dos grupos de empresas que veem na rede uma perda de lucros com a comercialização de conteúdos, simplesmente porque elas não foram competentes para adaptarem-se à rede e evoluirem junto com a web. Já aqui, no nosso país, embora os produtores de entretenimento chorem bastante, são os próprios políticos quem mais se esforçam pelo controle estatal, um tanto quanto rígido, sobre a web.
Curioso é que o controle (social) proposto para a imprensa brasileira foi imediatamente alvo de diversas manifestações na mídia, e olha que ele não é nem um décimo do que o controle sobre a internet pretende ser.
Empilhando uma série de argumentos interessantes aos olhos da sociedade, que vão desde a preocupação com crimes utilizando os meios online até o combate à pirataria, o senador Eduardo Azeredo propôs um dos projetos mais absurdos que já ameaçou a liberdade de expressão neste país. Em declarações do senador é possível identificar contradições entre suas boas intenções e o que ele propunha em seu projeto.
Para começo de conversa, o Eduardo Azeredo imaginava emplacar leis onde o cidadão teria que obrigatoriamente identificar-se com documentos oficiais (RG e CPF) a cada ato de interação na web. Observe bem o foco desta intenção: identificar e localizar cada pessoa que comentasse qualquer assunto online e emitisse opiniões através da rede. Podemos considerar que o Azeredo pretendesse facilitar a localização de bandidos, como pedófilos, estelionatários, etc. Mas não se engane, por trás disto estava mesmo era a vontade de inibir a opinião online e obter – além de fornecer – acesso fácil aos dados de quem porventura incomodasse setores antes inatingíveis pelas críticas. Não preciso me estender muito para que concluamos que entre estes setores está a classe política estabelecida no poder e blindada na “mídia tradicional”.
No discurso, o foco principal de localizar criminosos se transforma numa conversa fiada regada a cinismo impressionante. Não há a necessidade de muito conhecimento técnico para supor que criminosos jamais seriam localizados, sequer estariam inibidos de cometer crimes, com a aprovação das leis. Contorná-las, com dados falsos, seria simples, assim como tem sido desde sempre. Porém, o cidadão que até os dias de hoje ainda não se sente seguro em opinar na rede, estaria ainda mais coagido, temeroso em desagradar poderosos políticos, ou grupos – uma covardia latente em nossa cultura. Cultura que, por sinal, ainda é pouco desenvolvida cultural e civicamente – Com tal dispositivo (a “lei Azeredo”) um passo importante para o absoluto controle da web no país seria dado. Mais tarde, num cenário ainda mais catastrófico, eventualmente ela poderia ser a base para imposições maiores sobre os cidadãos e a inviabilização do uso da web para diversas atividades que enaltecessem a cidadania.
Se é difícil atingir a todos, que pelo menos os pobres sejam controlados (afinal, para alguns, pobre e marginal, no Brasil, são sinônimos)
No ano de 2006, Azeredo não foi totalmente bem sucedido com seu plano de controlar a web. Mas entre 2008 e 2009 ele conseguiu levar outro projeto adiante e desta vez mirou diretamente sobre os centros sociais de acesso à web de maior eficiência até o momento: as Lan Houses.
Responsáveis pela inclusão digital no Brasil, as Lan Houses passaram de locais onde jovens se encontravam para jogar games (aqui em Bayeux, na era pre história da tecnologia em entretenimento nós denominavam estes locais de “Playtimes”) para locais onde o acesso a computadores em rede propiciavam o uso da internet. Milhões de brasileiros ingressaram no meio digital através de Lan Houses, quando o acesso à rede ainda era bastante restrito em casa, por conta da infraestrutura crítica que tínhamos (e ainda temos). O 3G estava em estágio embrionário naquela época, e a banda larga custava uma fortuna e sua cobertura era muito menor do que a que temos hoje. O acesso via rádio era escasso também. Boa parte da população que possuía computador em casa (este era basicamente o único dispositivo que permitia amplo acesso à Internet) conectava por meio da linha telefônica, em faixas de horários distintos. Resumo: Não fossem as 'Lans' boa parte da população não conseguiria usufruir bem de todos os recursos da rede.
Paralelo à explosão de acessos à web, algumas pessoas de classes mais elevadas economicamente, habituadas a serem absolutas na web graças ao acesso imediato às novas tecnologias, começaram uma série de manifestações preconceituosas que perduram até os dias de hoje, envoltas em piadas bem conhecidas (A velha: “culpa da inclusão digital”). Do preconceito à marginalização foi um pulo. E, pasmem, o senador Azeredo se beneficiou muito deste preconceito na hora de emplacar suas ideias.
As Lan Houses eram o ponto de acesso da maioria da população de baixa renda. Portanto, para o senador, as Lan Houses constituíam um risco à segurança na rede. Se ali estavam os “pobres e favelados”, ali também estariam “50% dos criminosos”. E era preciso, na opinião dele e dos que o acompanhavam, fazer alguma coisa para identificar cada “marginal” usando um PC via Lan House. O curioso nesta história é que o senador encarou a imprensa nacional sem qualquer dado técnico e nem mesmo foi capaz de citar uma fonte para suas estatísticas apontando para as 'Lans' como fonte de metade dos crimes cometidos por meio da web.
A proposta de Azeredo conseguiu aprovação no Senado e foi para a Câmara em 2009. Lá, alvo de manifestações públicas, acabou perdendo força. Mas o senador não desistiu, e ainda insistia em aprovar o seu primeiro projeto que obrigaria internautas a registrarem-se com documentos antes de interagir na rede. Em Agosto de 2011, ano passado, este mesmo projeto voltou a ser discutido. Desta vez o Congresso se comprometeu em discuti-lo junto com o “Marco Civil da Internet”, que daria ao Brasil uma legislação moderníssima em relação às tecnologias ligadas à web. O Marco Civil é o que pretende-se estabelecer como base dos direitos dos cidadãos online, enquanto que as leis do Azeredo são dirigidas ao estabelecimento do que seriam crimes na internet. Avaliando bem, crimes são crimes em qualquer lugar, não vejo como distinguir internet de outro meio. Mas o Azeredo mantém seu projeto de 1999 vivo no Congresso, passando por inúmeras modificações (há quem diga que já se tornou inconstitucional, tantas as modificações sofridas) batalhando pela aprovação a todo custo.
Como vemos, embora o SOPA e o PIPA, que recentemente mobilizaram milhões no mundo inteiro, sejam projetos cínicos que buscam proteger grupos empresariais, desconsiderando completamente a utilidade da web para a grande maioria das pessoas, eles não são os únicos. No Brasil vivemos constantemente sob o risco de termos nossos direito a livre expressão ameaçados por políticos “bem intencionados”. Os defensores de tais projetos não se importam, nem se preocupam em avaliar os benefícios da grande rede para o desenvolvimento social, educacional e econômico. Estão dispostos a até mesmo desligarem a web, se puderem, para proteger meia dúzia de empresas, ou em nome de preconceitos e para garantirem o seu domínio sem contestações. Estes são nossos políticos, este é o perfil de quem nós – cidadãos de todo o globo – elegemos para nos representar e conduzir nossas nações. Homens estúpidos, preconceituosos e alguns bastante nojentinhos.
No mês passado dois projetos norte americanos assustaram usuários da Internet em várias partes do mundo. Eram o SOPA e o PIPA.
Aqui no Brasil, uma onda de protestos nas redes sociais alarmaram para a possibilidade de uma censura brutal abater-se sobre a nossa amada web. Mas não seria para tanto.
SOPA e PIPA, além acrônimos que nos remete a pratos e brinquedos infantis, são siglas de projetos de leis yanques que representam um “furo na água” em termos de controle sobre a Internet. Eles foram elaborados por pressão (ou melhor: pre$$ão) da indústria de mídia e entretenimento norte americana. Sua abrangência seria tão restrita aos EUA que tais projetos, se aprovados, dificilmente afetariam o modo como nós aqui usamos a web. Alguma coisa mudaria, mas nada que em semanas não fosse contornado. Enfim, o SOPA e o PIPA não acabaria definitivamente com a Internet.
Mas, em vias de fim de mundo, em pleno 2012, qualquer espirro é motivo para provocar pânico mundial em correntes de e-mail – opa, não se faz mais isto. Agora é nas timelines, scraps, streams... – com todo tipo de teoria conspiratória mirabolante apontando como um espirro pode tirar o planeta do eixo e causar a inversão dos polos magnéticos levando a um cataclismo que aniquilaria a galáxia.
Filtrando os exageros, o SOPA e o PIPA são exemplos de esforços para (sim, vamos admitir) controlar um pouco a anarquia em que se transformou a Internet. Estes esforços, no entanto, estão focados no lucro daquela indústria velha e dominadora que explora o entretenimento enlatado americano. Uma indústria que investiu em tudo para que você não tivesse escolha. Não é de hoje que a indústria cinematográfica, por exemplo, trabalha em conjunto com fabricantes de aparelhos domésticos para que o acesso a reprodução de seus produtos seja controladíssimo. Quando a tecnologia do DVD surgiu, a codificação de áreas foi a sacada para evitar que um filme comprado fora de um país/região pudesse ser assistido em outro. Assim seria difícil piratear na China e vender no Paraguai. Foram bilhões investidos em tecnologias para impedir a cópia de um DVD original, codificando uma porrada de coisas. Dai, algum tempo depois, um moleque de 14 anos quebrou os códigos e os postou na Internet para o mundo todo. Bilhões foram para o lixo naquele mesmo instante. E o que tenho a dizer sobre isto? Bem feito.
Se assistimos a um bom filme no cinema, o fazemos porque gostamos do conteúdo e queremos incentivar sua produção. Eu geralmente assisto o que julgo ser bom no cinema, mesmo que já tenha visto antes, baixado da Internet, se o filme é bom, vou ao cinema ver em tela grande, comendo pipoca e me afogando em Coca-Cola. Nos EUA, berço dos SOPA e PIPA, a maioria frequenta as salas de cinema. É cultural. Apenas uma minoria opta por baixar na web e assistir na tela do computador. As versões baixadas pela web possuem qualidade de som e imagem inferior ao que se assiste no cinema. Lógico que não dá pra reclamar do que se recebe de graça, mas isto prova que o download de filmes não concorre com as exibições em cinema (estamos falando em EUA). Apenas em países como o nosso o cinema fica atrás da pirataria. Mesmo assim, vejam que PIPA e SOPA não nos afetaria, ou seja o 'prejú' continuaria o mesmo.
Contudo, houve os projetos surtiram algum efeito. E nem precisaram de aprovação, pois o governo americanos, mais precisamente a polícia federal de lá (FBI) mostrou que as leis atuais são o bastante para executar o que o SOPA pretendia. E, na mesma semana anunciada como a semana de votação do projeto, o FBI tirou o Megaupload do ar. O serviço fornecido pelo Megaupload era o de compartilhamento de arquivos, algo como um drive virtual – online – onde podemos armazenar arquivos. Também podemos compartilhar nossos arquivos, se assim desejarmos, com outras pessoas, ou com toda a web. Logo o serviço começou a ser usado para compartilhamento de filmes, músicas, livros, etc. E pegaram o Megaupload como bode expiatório. Ele não era o único site, e nem é o que contém toda a pirataria da web, mas era bastante famoso e seu “fechamento” causaria algum impacto. Foi perfeito. Imediatamente outros sites, que forneciam os mesmo serviços, anunciaram varreduras nos arquivos armazenados e até o bloqueio de compartilhamento, tornando o acesso aos arquivos exclusivos para seus próprios donos.
E o que mudou? Nada. Torrents continuam compartilhando pirataria de tudo na Internet, a todo vapor. A medida (ou as medidas) são ineficazes pois a Internet é um meio direto de contato entre pessoas do mundo todo, sem intermédio do controle de empresas ou governos. Na verdade, até há algum controle, mas nada que se iguale ao modo como vivíamos antes dela. Isto é quase anarquia plena. Considero inevitável que as empresas mudem sua postura diante da Internet, que se adaptem a este modo anárquico de existência para que sobrevivam, pois a web não pode ser desligada e ela está em sua fase embrionária ainda. Há muito por vir.
Próximo post: Falo sobre a “SOPA brasileira”, a forma estúpida e canalha de tentar derrubar a livre expressão.