A greve dos policiais e dos bombeiros no Rio de Janeiro preocupa os moradores, mas de acordo com o comando da PM, durante a madrugada desta sexta-feira (10) todas as unidades estiveram em pleno funcionamento, contando inclusive com o apoio de policiais do Bope. A decisão da greve foi tomada mesmo após a aprovação do reajuste salarial na Assembleia Legislativa do Rio. Para retornar ao trabalho, grevistas exigem aumento salarial e a libertação de um dos líderes do movimento.
Segundo o jurista e presidente do Instituto Giovanii Falcone, Walter Fanganiello Maierovitch, o Brasil tolera greves porque não tem meios para impedi-las. “O país não tem instrumento para impedir esses movimentos, não há um planejamento estratégico para a área de segurança pública. Os policiais não são educados para a legalidade democrática, porque se fossem saberiam que a greve de setores ligados ao interesse público é ilegítima e buscariam outros caminhos reivindicatórios”.
Ainda de acordo com Maierovitch, as falhas na segurança pública no Brasil não são um problema recente. “Começamos a errar no governo Collor, quando foi fechado o Ministério do Interior, que cuidava da segurança pública. Isso foi feito para empurrar a questão dos movimentos reivindicatórios para as costas dos estados”, afirma.