Comunicadora social, trabalhou com assessoria a organizações não governamentais na área de comunicação e de gênero. Tem 32 anos e mora em Bayeux desde que nasceu. E-mail:negranora@gmail.com
Todos nós temos muito a ver com isso. As leis brasileiras dizem que a proteção da criança e do adolescente é dever da família, do Estado e da sociedade. 18 de maio é o dia nacional de mobilização para as questões relativas ao problema do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes.
Muitas pessoas ainda usam termo “prostituição infantil”, o que não é recomendado por especialistas na área. A justificativa é que crianças e adolescentes não se prostituem, mas são abusadas e exploradas sexualmente. Muitas vezes essa violência é praticada por parentes próximos.
Na Paraíba, principalmente na capital João Pessoa, as organizações de defesa dos direitos de crianças e adolescente programaram várias ações alusivas à data. Palestras, atos públicos e outras atividades educativas. Uma atitude muito simples que se pode tomar é discar 100 e denunciar quando souber de algum caso. Você pode achar que não tem nada a ver com isso, mas sua ligação pode salvar uma vida.
Um chá feito de plantas como nossa avó fazia. Uma massagem na cadeira para relaxar os músculos dos idosos. Uma imersão no barro para curar problemas de coluna. Às vezes apenas uma boa conversa ou o clima do lugar bastam para que o nosso clima interior melhore. Estou falando do Afya, o Centro Holístico da Mulher.
A organização atua como ONG e fica situada no bairro do Alto do Mateus, em João Pessoa. O nome AFYA significa “saúde” na língua Swahili, de origem africana. O centro trabalha com medicina complementar (massagens, reiki, reflexologia) e já ajudou na cura de várias pessoas, inclusive de Bayeux. Além do tratamento natural, o local oferece apoio psicológico e cursos. Dentre eles, o de alimentação natural.
O que mais encanta no Afya é o acolhimento e o amor com que as pessoas são recebidas e tratadas. O ambiente é bonito e o clima é de muita harmonia. São mulheres simples da comunidade que colocam sua sabedoria a serviço de quem chega buscando se recuperar do corpo e da alma. Vale a pena conhecer!
Quando chega a semana do dia 8 de março é comum haver comemorações em vários lugares. Mesmo naqueles onde o preconceito e a desvalorização da mulher ocorrem de maneira camuflada todos os dias. Nada contra a data (muito pelo contrário!). Mais do que comemorar um dia é preciso celebrar as conquistas, o novo tempo.
E por falar em celebrar, neste ano se completam 80 anos do voto feminino no Brasil. Uma caminhada que se fez passo a passo para que a mulher pudesse votar e para que pudesse ser votada. Quantos caminhos trilhamos...Oito décadas depois elegemos a primeira mulher para a Presidência.
Mais importante do que comemorar uma data é vibrar por aquilo que fazemos um pouco todos os dias. Porque somos mulheres o ano todo e a vida toda.
COMEMORANDO
Eu tenho um motivo a mais para celebrar. Há um ano eu comecei a escrever para o Bayeux em Foco. Fui a primeira mulher a ter uma coluna no portal. Fiquei feliz pelo espaço que me foi cedido, porém, o motivo maior da minha alegria é saber que abri espaço para que outras mulheres viessem. Agradeço a todas as pessoas que nesse primeiro ano acompanharam meus textos e faço o convite para que continuem comigo no Palavra de Mulher.
Durante o carnaval e na folia pré-carnavalesca é comum ver as famílias inteiras brincando nas ruas e as crianças se divertindo. Confetes, sprays e adereços coloridos parecem ter mais importância para elas do que a Festa de Momo em si. O lamentável é que nem todos os pequenos na rua estavam se divertindo. Havia muitos trabalhando.
A lei proíbe vender bebidas alcoólicas a crianças e adolescentes, mas será que existe alguma lei proibindo que elas vendam bebidas? Vi muitos menores de idade atendendo nas barraquinhas e preparando caipiroscas. Alguns quase caindo de sono em cima do carrinho com o isopor de cerveja.
O senso comum nos diz que é melhor eles estarem ali trabalhando com os pais e não na rua fazendo coisa errada. Bem, na rua eles já estão. Acompanhados dos pais eu vi poucos. A necessidade era o que os mantinha ali, porque se pudessem escolher, tenho certeza que eles gostariam de estar pulando,dançando,pintando o cabelo com spray verde...fazendo coisas próprias da idade, exercendo o DIREITO AO LAZER.
É comum ver pessoas nos bares durante o fim de semana. A maioria delas é do sexo masculino. A velha rodinha de homens tomando cerveja. Mas, onde estão suas mulheres ou namoradas? Se formos fazer uma pesquisa, a maioria deles NÃO é solteiro.
Não estou querendo fazer campanha contra a cerveja e nem induzir as mulheres ao alcoolismo. A correria do cotidiano faz a gente querer relaxar no fim de semana. Até aí tudo bem, mas...Por que não se divertir com a sua companheira? Afinal de contas, ela também deve ter ralado a semana inteira.
Quem nunca fez aquela listinha de promessas para cumprir no ano novo? Voltar a estudar, entrar numa academia, ler os livros que estão lá no fundo da gaveta... Estes são exemplos de planos que muitas vezes fazemos para um ano que se inicia. O ano já iniciou, e agora?
Passados os dias iniciais de janeiro e as confraternizações da época, eis o momento de começar a cumprir o prometido. “Filei” as dicas de alguns especialistas em planejamento pessoal e deixo aqui para você. São toques simples, mas que podem dar uma força na hora de se organizar:
- Traçar metas para alcançar os objetivos ( o que você deseja e o que vai fazer para alcançar)
- Dar um passo de cada vez ( não adianta ler 5 livros por mês e deixar outras coisas para fazer. Lendo um livro por mês, no fim do ano você terá lido doze títulos).
- Escreva e desenhe suas metas. Visualizando fica mais fácil cumprir.
Bons resultados em 2012!!
O Natal traz à tona alguns temas antigos e ao mesmo tempo tão atuais, como o preconceito. Quem poderia imaginar que um menino nascido numa terra tão distante viria para salvar o mundo? O que dizer de alguém que foi criado numa cidade pequena e ao lado de um carpinteiro? O nazareno provou que era maior do que todas as convenções e que não é o local ou o dinheiro que constroem uma pessoa.
O que Jesus teria escutado se sua passagem pela terra fosse nos dias atuais?
_Não é aquele menino que nasceu no Alto do Mateus e se criou na Ilha do Bispo?
_ Olha, não é aquele que veio do Mário Andreazza e pegava frete na feira?
Um vendedor de DVDs num shopping popular de João Pessoa se espantou quando um colega meu disse que morava em Bayeux. Segundo o comerciante, meu colega tinha um gosto cultural muito bom pra quem mora na cidade. Outro dia ouvi relatos de uma professora preocupada porque, numa escola com estudantes de vários bairros, os alunos de Mandacaru estavam evitando dizer onde moravam. O motivo: a turma inteira ficava gritando: “Pei! Pei! Pei!” em alusão às balas num tiroteio.
O fato de existirem locais com problemas sociais que levam à violência não quer dizer que as pessoas devam ser “rotuladas”. Algumas brincadeiras parecem inocentes, mas reforçam estereótipos. Precisamos estar atentos para que esse preconceito geográfico não atinja a auto-estima de nossas crianças e as impeça de se espelhar em Cristo, que foi capaz de pensar e fazer diferente daquilo que a sociedade local pensava sobre ele.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi aprovada no dia 10 de dezembro de 1948, pela Assembléia Geral das Nações Unidas. Ela é considerada um marco para a proteção e respeito dos direitos humanos por ser o primeiro documento internacional que afirma a universalidade dos direitos fundamentais e a igualdade entre todos os seres humanos.
Não se pode falar em Direitos Humanos sem falar nos direitos das mulheres. Há muitos anos o movimento feminista organizado, em várias partes do país, foi conquistando direitos. Atos simples como o voto, eram proibidos para o sexo feminino. Em alguns países, a luta é para que as mulheres tenham direito a uma identidade. Algumas culturas ainda privilegiam o filho-homem e, se uma menina nasce ela fica na clandestinidade e não é sequer registrada.
Geralmente se ouve profissionais de comunicação falarem que os “direitos humanos” são pra defender bandido, é comum as pessoas repetirem essa idéia. Mas, é preciso lembrar que algumas garantias do cidadão e da cidadã são assegurados pela Constituição Federal, que se propõe a defender os direitos da pessoa humana. Por exemplo: direito à moradia, saúde, educação... Enfim, tudo que nos proporcione uma vida digna.
Os números mostram que a informação nem sempre é a responsável pela mudança de atitude, outros fatores sócio-culturais interferem nas estatísticas. Segundo o Ministério da Saúde, desde 1980, mais de 600 mil pessoas contraíram o vírus da AIDS no Brasil.
O dia 01 de dezembro é uma data para mobilizações, campanhas, mas também para reflexão e alerta. É bom lembrar do velho conselho da vovó: prevenção ainda é o melhor remédio.
“O melhor modo de avaliar o grau de civilização de um povo é analisar a situação da mulher”. Esta frase do sociólogo francês Fourier continua atual, principalmente quando se refere às vítimas de violência. Num local onde as mulheres são violentadas de várias formas, não são apenas elas que perdem. A sociedade inteira deixa de evoluir.
Especialistas afirmam que as crianças filhas de mães que são violentadas física e psicologicamente crescem mais vulneráveis. A violência de gênero diminui a auto-estima, atrapalha a vida profissional e impede as mulheres de crescerem. Pior ainda, elas correm o risco de repetir comportamentos machistas e perpetuar este ciclo que tanto impede a humanidade de avançar.
O dia 25 de novembro foi designado como Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher em 1981. O anúncio foi durante o I Encontro Feminista da América Latina e do Caribe, realizado em Bogotá, na Colômbia. A data é em e homenagem a três irmãs, ativistas políticas: Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal. Elas foram brutalmente assassinadas pela ditadura de Leonidas Trujillo, na República Dominicana.