Bayeuxense, Radialista e Jornalista em formação. Cursa Letras na Universidade Federal da ParaÃba. Já escreveu para o portal PB1 e atualmente é professora e produtora do programa Master Esportes, da TV Master. lanef.89@gmail.com
Por muito tempo estive pensando em qual tema começar essa coluna. Volta e meia me via deslumbrando a política de nossa cidade. Além de todos os problemas que vemos no cotidiano, como saúde, habitação, segurança, sempre é importante relevar a política bayeuxense.
Mesmo estando em 2011, muitas lideranças já começaram seus jogos estratégicos para o pleito de 2012. São vários pré-candidatos à prefeitura desse município. Um que visa continuar com a máquina do poder público na mão, outros que querem brincar de aprender a serem prefeitos, outro que de tanta ideologia, sua não articulação política e impopularidade fazem com que sua pré-candidatura beire a utopia.
Nesse jogo de poder, vence o mais bem preparado. Por enquanto, Bayeux tem uma tendência a rejeitar alguns oportunistas de plantão. Aqueles que já tiveram sua chance de fazer pela cidade e desperdiçaram todo o tempo que teve. Pergunto-me se em 2012 o dinheiro falará mais alto novamente.
O que Bayeux merece é uma nova forma de se fazer política, um novo pensamento. Bayeux vive um verdadeiro atraso. Vejamos: a economia municipal diminuiu drasticamente nos últimos anos, dado fechamento de algumas indústrias de sisal, fazendo com que Bayeux não gere emprego e renda para sua população e adotando a cada dia o título de cidade-dormitório; o transporte público está demasiadamente defasado, ônibus antigos com horários atrasados, com profissionais regulares, isso tudo faz com que o transporte alternativo cresça espantosamente. Quem se prejudica nessa história é você, meu amigo, que tem que trabalhar em outra cidade e se vê diariamente atrasado; A educação teve uma melhora considerável nesses últimos anos, com a implantação de vários programas que visam melhorar o interesse e rendimento das crianças, porém, ainda há escola que cuja estrutura não suporta todos esses avanços; A cidade ainda é carente de uma política de habitação que possa atender a comunidade ribeirinha que tanto sofre nesse período de chuvas. Olhando as opções políticas que temos no momento, há alguém com proposta de fazer com que pelo menos um desses pontos melhore? Ou todos terão o mesmo discurso cansativo e demagógico, “tudo pela educação, saúde, segurança e sustentabilidade”?