Pirpiritubense de nascimento, Bayeuxense de coração, Timbaubense de compromisso, Pessoense de sentimento e botafoguense de paixão, um pouquinho de cada: professor, advogado, empresário e ambientalista, mas como dizia o lÃder Lourival Caetano, meu amigo in memorian: ?gostaria muito de ser o mais humilde habitante desta terra?, no entanto, falta-me paciência, e confesso preciso demais de exercer essa humildade junto com a generosidade, está longe, porém quem sabe um dia, eu posso exercê-la. Participe através do gutecabral@terra.com.br
A política em suas dimensões e modalidades não é praticada pelos políticos “bons” nem “maus”, se fosse assim, só escolheríamos os “Frei Damião” e as ”Irmã Dulce” para serem os nossos representantes.
A política envolve interesses dos homens e mulheres em sociedade, de várias visões no campo teórico e prático, com o objetivo principal que está relacionado à conquista e preservação do poder.
O líder soviético da Grande Revolução russa, Vladimir Ilitch Lênin disse que as decisões políticas devem ser discutidas, mas quando chegar o momento decisivo deve ser tomada, sob pena de perder a oportunidade histórica da mudança.
Em Bayeux, a eleição sempre era polarizada entre duas candidaturas e hoje tentam repetir o passado e articulam para reconquistar a prefeitura, auto se intitulam de ”donos do poder”, ou, em outras palavras, são “os novos coronéis políticos”.
De um lado, o pré- candidato do PSB, ex-prefeito e que em todas as eleições nos últimos 20 anos disputa algum cargo. E do outro lado, o pré-candidato do DEM, atual Dep. Estadual que sonha em ser prefeito que um dia foi ocupado pela sua mulher. Mesmo que o primeiro com implicações na Justiça Eleitoral e o segundo que faz um “jogo’ de “esconde, esconde”, ambos são ambiciosos e desejam o poder municipal a todo custo.
Mas, a população de Bayeux não agüenta mais essa gangorra, uma espécie de revezamento, sem conteúdo, sem programas e sem políticas públicas efetivas que tire Bayeux do atraso e coloque a cidade num rumo do desenvolvimento.
Os pré-candidatos a prefeito, verdadeiros oposicionistas, que estão fora desse circuito comandados pelos “caciques” devem discutir a construção de uma TERCEIRA VIA e perceber que chegou A HORA DA VIRADA, como nos ensinou LENINE, para não perdermos essa oportunidade histórica em Bayeux.
Não sou contra quem quer que seja de exercer o direito de candidatar-se, mas a interferência indevida do poder de um município a outro é censurável. Não Bastasse o domínio de uma cidade, agora quer ocupar o território da outra, é assim que age o prefeito de Santa Rita que resolveu contratar para ocupar cargos em comissão e prestadores de serviços alguns bayeuxenses que fazem “política” nesta cidade.
Será que de repente o prefeito da cidade vizinha descobriu ao final dos seus dois mandatos de prefeito que de fato os “políticos” de Bayeux são muito mais “preparados” do que a população daquela cidade, ou é a intenção de cooptar “lideranças”, “cabos eleitorais” em troca de apoio para o seu filho, pretenso candidato a prefeito em Bayeux. Caso, isso seja verdadeiro, é uma vergonha essa prática de se fazer política.
Já não basta a certeza de que o direito é contra um prefeito e seu parente próximo de disputar o 3º mandato consecutivo para o mesmo cargo. O Tribunal Superior Eleitoral-TSE julgou em jurisprudência mais recente a impossibilidade de obtenção de terceiro mandato em outro município por prefeito eleito e reeleito em outra localidade.
Querer ser candidato a prefeito de Bayeux, é uma fraude à lei e a Constituição, é como se ele e seu filho quisesse ser prefeito itinerante com mandato de prazo indefinido, que após ser prefeito duas vezes consecutivo de Santa Rita, ele será de Bayeux, depois de Cabedelo, depois do Conde e do Espírito Santo e outros municípios que atenda a sua insaciável vontade de ser prefeito eterno e o seu clã familiar, afrontando ao princípio da república, que significa coisa pública e não privada, particular, porque a alternância do poder é a regra e a exceção se faz para uma reeleição
O que desejamos é eleição limpa, a cidade está desprezada e as auto-estimas lá em baixo, o que menos queremos é uma ocupação de políticos de outro município têm que se lutar por um processo eleitoral justo, democrático e que atenda os anseios da população de Bayeux, porque ela é merecedora de dias melhores.
SÃmbolo chinês: a coragem
Se eu não puder ter o seu apoio quero enfrentá-lo, mas no jogo limpo e aberto das idéias e formas de como governar bem a nossa querida Bayeux
A Sindérese é uma expressão da filosofia que significa a diretriz da consciência moral do homem ou essa mesma consciência. Essa palavra também tem o significado de “conservação” e foi empregada pela primeira vez para indicar a conservação do critério do bem e do mal por parte de Adão, depois da expulsão do Paraíso. Segundo São Jerônimo ela é “a centelha de consciência que não se extingue no peito de Adão, depois que ele foi expulso do Paraíso”.
Mas foi o pensamento de Bonaventura que levou a Sindérese como um juízo moral do ser humano, que guia o homem para o bem e cria nele o remorso pelo mal. Assim podemos dizer que a Sindérese na política de Bayeux é o aparecimento de Vanildo Caetano no cenário para enfrentar o seu “medo” e superar os seus próprios “fantasmas”, que se traduzem ainda em velhos adversários que continuam a existir na política de Bayeux, aguardando o seu crescimento.
Afinal, Vanildo foi envolvido em um dos casos mais tumultuados que se teve na história política de Bayeux, perseguido impiedosamente pelos adversários de plantão teve muita fé em superar essa adversidade, como diz a o ditado popular “só Deus sabe o quanto ele sofreu”.
Na época Vanildo era filho do prefeito Lourival Caetano que poucas vezes perdia uma eleição e eu fui testemunha ocular de todo esse drama vivenciado pelos caetanos em Bayeux. Muito jovem, naquele tempo exercia o cargo de assessor jurídico da Administração Municipal.
Vanildo como advogado se especializou em adoção internacional. Distante da prefeitura de Bayeux, ele tinha o seu escritório na Rua 13 de Maio no centro da Capital.
Para se entender melhor, o que é a adoção, é um ato jurídico que cria, entre duas pessoas, uma relação permanente que resulta da paternidade e filiação legítima, mas, mais do que um ato jurídico, é um ato de amor. Neste caso, o advogado prepara uma ação judicial para a Justiça se pronunciar a favor do casal que desejava adotar o bebe.
Do ponto de vista legal, toda adoção tem que obedecer a um procedimento normal previsto na legislação específica, ela era concedida sempre acompanhada com o crivo do Ministério Público e decisão do Juiz.
Acontece que mais advogados começaram atuar na Paraíba, eles eram atraídos pelos dólares” dos clientes internacionais, e casais de italianos, franceses, americanos, ocupavam as varas de infância da Capital e das cidades de sua área metropolitana. É claro que isso chamou a atenção da sociedade e principalmente da cúpula da Justiça paraibana, leia-se: senhores desembargadores do TJ-PB.
Estavam envolvidos os membros da Justiça, promotores, brasileiros pobres, estrangeiros abastados e advogados nesse problema. O que se chamou essas repetidas ações judiciais e batizado pela imprensa, como: “a adoção irregular” ou “comércio internacional de adoções de bebes”.
Vanildo de certa forma foi o escolhido, como “bode expiatório”. Mas, é preciso que se diga que ele foi perseguido em razão de ser um homem público e filho de político. Do contrário, ele sairia sem nenhum arranhão, como tantos outros saíram desse episódio.
Segundo informações não oficiais “denúncias” de cartas anônimas foram fabricadas por adversários políticos e entregue a investigação da policia federal da época, que culminou com cenas pitorescas e deprimentes contra a população da cidade, como as escavações de quintais de moradores do conjunto Tambay e do Alto da Boa Vista em Bayeux.
A polícia suspeitava de que “corpos de bebes” estivessem enterrados e absolutamente nada foi comprovado naquelas casas que eles apelidaram de locais de “engordas” dos bebes que seriam preparados e dados pelas mães pobres de Bayeux para os casais estrangeiros adotarem os seus filhos que não podiam criar. Que na verdade não passava de lares substitutos, requisito exigido antes da audiência para adoção definitiva.
Vanildo se defendeu pessoalmente na CPI que investigava o assunto na Câmara dos Deputados em Brasília, presidida pela Deputada Rita Camata e o mesmo provou que de fato fez adoções, mas jamais participou desses supostos crimes.
Nada foi provado contra Vanildo, mas na época houve muito sofrimento e dor para a sua família e seus amigos. Quando o prefeito Lourival Caetano faleceu em 24 de julho de 1992, o vice-prefeito assumia a prefeitura, já adversário político explorou o fato na campanha eleitoral. Mas, usado com mais veemência na campanha seguinte quando, o antigo vice-prefeito enfrentou nas eleições para prefeito a mãe de Vanildo, dona Niná que abertamente abusava de termos pejorativos contra o seu filho, quando se referia a critica contra a sua adversária. Foi uma campanha sórdida, perversa e desumana, explorando a ignorância e o desconhecimento das pessoas sobre o tema.
Agora, depois de quase 20 anos, Vanildo reaparece no cenário político como se quisesse enfrentar aqueles “adversários” que até hoje podem lhe perseguir, numa tentativa de barrar o que o tiranizou por muito tempo. Atitude corajosa, porque a coragem subleva o oprimido e enaltece os humildes de coração. Vanildo deve se preparar para enfrentar inimigo político que rondou o seu passado e que agora só depende dele para superá-lo.
E independentemente de estar a favor ou contra, de discordar ou concordar de suas propostas ou não aceitá-las, o que devemos como democratas que somos, é o de reconhecer o direito de um bayeuxense voltar a disputar um mandato e o direito de debater os graves problemas do município, sem precisar ser molestado e perseguido com termos pejorativos e falsos.
Se espontaneamente se retirou e volta agora ao cenário político de Bayeux, com o seu juízo moral, que guia o homem para o bem, jamais poderemos censurá-lo por isso. E quem quer que se ache no direito de usar do baixo nível contra ele, - e mesmo que eu fosse adversário e não inimigo político, - sim, terá o meu repúdio e dos demais companheiros que mim acompanhe nessa luta.
Se eu não puder ter o seu apoio quero enfrentá-lo, mas no jogo limpo e aberto das idéias e formas de como governar bem a nossa querida Bayeux. Porque se deve acreditar na elevação do nível de consciência do povo e não apostar na escuridão e confusão que leva à cegueira para não acreditar na democracia.
(Observação final: A Sindérese é também entendida com “o ápice da mente”, o último grau da ascensão a Deus, o que precede imediatamente o arrebatamento final.)
essas pseudos lideranças estão do lado do poder e se oferecem numa espécie de leilão, comparando-se a polÃtica como se fosse um balcão de açougue, um pedaço de carne vendida.
Em Bayeux a cada eleição se percebe a necessidade de mudar, mas essa mudança depende da vontade do povo. Se a população se rebelar contra os políticos que “compram lideranças” Bayeux vai para frente, do contrário permanecerá nesse quadro de abandono e desprezo
Pseudos lideranças comunitárias (estou falando das falsas e não das verdadeiras) fazem o possível para aparecer boazinha perante a sua comunidade, ajudam as pessoas na assistência à saúde procura conduzi-los mais rapidamente possível a emergência do hospital quando está doente, e quando se tem um falecimento é a primeira a assistir à família enlutada, é também conhecida como “papa defunto”, ou seja, está presente na vida e na morte.
Ora apóiam em festas de quermesses ou promovem desfiles, de qualquer tipo desde o cívico até o carnaval. Ora pousa de ultra- esquerda com discurso de “mudança já”, ora revela o sentimento egoísta, preconceituoso aos próprios pobres que lhe dar fama.
Essas falsas lideranças se apropriam de quase todos os programas oficiais e sempre se oferecem “voluntariamente” nas campanhas em favor dos desamparados.
Trafegam com desenvoltura em torno dos vereadores, de setores da prefeitura e atacam comerciantes e empresários, Arrecadam dinheiro, não prestam contas dos eventos a ninguém e embolsam de uma parte da verba que recebeu com “sacrifício”.
Quando acuada pelas práticas corruptas se fingem de morta e tenta se levantar rapidamente, depois volta a atuar mais perigosa, diversificando em atitudes aparentemente radical ou pura pelegagem.
No inicio procura se apresentar “politicamente correta”, de esquerda e popular, depois se vende em troca de dinheiro ou “emprego” que não precisa dar expediente. E quando se aproxima as eleições essas pseudos lideranças estão do lado do poder e se oferecem numa espécie de leilão, comparando-se a política como se fosse um balcão de açougue, um pedaço de carne vendida.
Maquiavel escreveu O Príncipe no ano de 1513 e depois de 5 séculos o livro ainda continua como se tivesse escrito hoje. Ele “ensina” como conquistar e manter o poder, ele disse que para alcançar o poder e submeter o povo, todos os meios são legítimos. Com astúcia e métodos inescrupulosos que permitem em anular os adversários e subjugar o povo.
Em Bayeux a safadeza política é a prática de ofertar “empregos” ou dinheiro, quase sempre de origem criminosa ou usando diretamente os cofres públicos. Na nossa cidade há um parlamentar que ao receber uma jornalista no seu gabinete revelou o seu truque e com linguagem direta disse “os eleitores de Bayeux são como galinhas, bastam jogar milho(dinheiro) as vésperas das eleições e eles correm, portanto são fáceis de serem seduzidos”. Pasmen!
Maquiavel reconheceu que a liberdade é perigosa e aconselhou o príncipe em retirar a liberdade do cidadão, para não perder o poder. Mas outro autor chamado La Boétie contestou essa prática política torpe e proclamou que o ser humano é uma espécie racional acima da escala animal, que nunca deveria se capitular, renunciar a sua dignidade e a sua liberdade.
Por isso não devemos se conformar com essa conivência de falsos lideres comunitários que adere a políticos espertalhões e responsáveis por Bayeux está assim, o povo não deve se render a dominação imposta pelo hábito do poder em comprar consciência e destruir a cidade. Como disse Arduini é tempo de acolher o apelo de La Boétie: “ Decidi não mais servir e sereis livres”, que a população de Bayeux livre-se e se rebele dessa servidão.
O Promotor de Justiça Marinho Mendes Machado, que está respondendo pela curadoria da infância e juventude da Comarca de Bayeux veio suprir uma necessidade premente na cidade que é a de combater com um bom combate na defesa da população, porque Marinho Mendes não é apenas um promotor, ele é um revolucionário e militante das causas nobres.
Os problemas que envolvem os menores em Bayeux necessitavam da presença de um promotor como Marinho, somente para se ter uma idéia da dificuldade que as entidades e setores que trabalham com a criança e adolescente vivenciavam com um atraso em mais de ano para o funcionamento da Casa de Abrigo de Menores, para acolher vítimas de violência e abandono, Marinho chegou e em poucos dias convocou imediatamente as autoridades municipais que aceitaram em construir a instituição.
Marinho Mendes fez história em Guarabira no enfrentamento contra os criminosos e em Jacaraú nas soluções sociais e ambientais quando colocou uma cidade inteira em calça justa convencendo os moradores e o poder público em construir fossas sépticas para melhorar o saneamento básico e a saúde da população.
As idéias e opiniões do promotor Marinho são iluminadas, assim se pronunciou para por fim as explosões de caixas de bancos no interior da Paraiba: “como o recolhimento do dinheiro dos caixas eletrônicos das agências bancárias do interior, e que por arrogância não foi acolhida, só agora, nos parece que tal proposta lhes tornou sensata, somente neste momento, os “gênios” da segurança pública estadual compreendem que o combate eficaz da violência, passa por um planejamento e dentro deste, idéias simples como o Ovo de Colombo não podem ser enjeitadas, rejeitadas, desprezadas, sob pena do arrogante sem “tutano” sair arranhado, humilhado da refrega”.
A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), através da Comissão de Combate a Violência estuda criar na Paraíba um Homicidômetro para acompanhar e divulgar o número de assassinatos que estão acontecendo no Estado, proposta de Marinho Mendes, com o intuito de a sociedade dar uma resposta a lentidão e a manipulação de dados sobre a criminalidade na Paraiba.
Escreveu Marinho: “Os CONTADORES DE MORTES não param sua marcha fúnebre e cadavérica, esses painéis gigantes que devem ser colocados nos pontos mais movimentados de todas as cidades paraibanas não param a sua cadência frenética e assombrosa, às vezes seus ritmos até diminuem, mas voltam a correr em enlouquecida e velocidade, expondo à Paraíba, este Estado prenhe de coisas boas e habitado pela melhor das gentes, como uma província sangrenta e seus habitantes como os mais terríveis e sanguinolentos dos sicários, mas eles, os gigantes e temíveis CONTADORES DE MORTES também mostram para o mundo a falta de uma política de segurança pública em nosso Estado”.
Marinho, como defensor da sociedade acredita na força das idéias e na participação popular, num certo momento indignado pelo abandono da estrada que dar acesso a Jacaraú, ele organizou um movimento e convocou o povo:
“o protesto do ‘tapa buraco’, terá início às 09h00, a imprensa estará presente e quem puder, leve uma saca de cimento e um carrinho de mão cheio de brita. Jacaraú merece respeito e o governo se esqueceu desse detalhe. O governo não sabe que moramos numa cidade linda, rica em água, é zona da mata, o povo é maravilhoso e esclarecido. Então governo, nos respeite, não merecemos o descaso com que o Sr. nos trata, votamos em você, somos eleitores esclarecidos que não encobrimos erros de ninguém, não somos CANGOTE BAIXO DE NINGUÉM. VAMOS LÁ JACARAÚ, todos unidos, cimento e brita”.
Mas Marinho Mendes não se contenta apenas em representar autenticamente a sociedade, ele é um construtor, em Jacaraú ajuda a manter um projeto de apoio aos jovens sem alarde. Ele é também um etnólogo na prática, porque estuda e defende a cultura material e espiritual das pessoas do lugar, no dizer de Rubens Elias, autor do ensaio sociológico "sob o olhar do pai do mangue".
O filósofo americano Richard Rorty revelou que “os seres humanos pensantes possuem maneiras essenciais para conferir sentido à vida”, uma delas, é a “história da contribuição que as pessoas oferecem a determinada comunidade” e Marinho acredita piamente no dinamismo da solidariedade e vai mais adiante, ele confia em buscar novos caminhos para outras comunidades.
O promotor Marinho Mendes concomitante exerce a autocrítica aos órgãos judiciais que ele pertence e protestou: sobre a “vaidade” dos magistrados. Ele cobrou a abertura do Judiciário e maior transparência. “É preciso abrir as portas da casa grande e deixar o sol entrar para tirar o mofo”.
Dr. Marinho é inquietante enquanto existir injustiça. Entendo que ele pensa assim, é necessário promover a justiça que garanta dignidade aos excluídos. Como disse Arduini: “E abrigar os empobrecidos, e não arrancá-los do resto do chão que lhes sobra”.
A população que ainda não perdeu a sensibilidade deve insurgir-se para exigir respeito aos seres humanos submetidos à crueldade e à humilhação. Mas com coragem e valentia no enfrentamento aos problemas como age Marinho, e Bayeux precisa empenhar efetiva solidariedade humana e cristã a homens e mulheres, a criança e adultos, “que são abandonados e maltratados pela insensibilidade social”.
Por isso pedimos ao procurador geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro: queremos a permanência em Bayeux do promotor Marinho Mendes, um representante do Ministério Público que nos honra com a sua presença e atuação em favor da nossa terra.
O medo cala as vozes dos taxistas
Os taxistas que trabalham na praça do aeroporto lutam por mais direitos, querem mais organização e disciplina para evitar a presença de “taxis clandestinos” e o que mais lhe incomodam é a concorrência com “os novos taxistas” que foram indicados por critério aleatório em que se desprezou o sorteio, pois seria o critério mais justo para a escolha entre os 400 taxistas do município de Bayeux no preenchimento dessas novas vagas.
Informaram que um lugar na praça de taxi do aeroporto que antes valia R$ 100 mil, hoje vale no máximo R$ 30 mil, fora a redução drástica do movimento em face da enorme quantidade de carros alugados com permissão da prefeitura, afetando diretamente o padrão econômico de cada um e de suas famílias.
Mas, um fato estranho revelou o grau de constrangimento que esses profissionais foram submetidos ao longo desses últimos 15 anos devido à forma tirana de se fazer política em Bayeux. Simplesmente um grupo deles desmarcou uma reunião que aconteceria no último dia 14 de fevereiro com a nossa assessoria jurídica alegando que tinha medo de represália ou perseguição política de um ex-prefeito que hoje se apresenta como pré- candidato e se autodenomina “o dono dos votos” da cidade, caso ele retornasse ao poder municipal. Pasmem!
Argumentaram que gostariam muito de se reunir com os pré-candidatos a prefeito para escutar as suas propostas de solução em relação ao transporte coletivo e o problema que envolve os taxistas do aeroporto e do município e queriam que começar esse diálogo comigo, tendo em vista que tinha disponibilizado uma assessoria popular para as suas defesas.
O medo não rima com democracia e muito menos com liberdade e Bayeux em pleno séc. XXI ainda tem que conviver com esses fantasmas que o arrodeiam e
Amedrontam as suas almas, apavoram os adultos e invadem a consciência. Desmancham o simples direito das pessoas lutarem e propagam ameaças. Subordinar as pessoas e dobrar a população é o fim e tem que haver resistência contra esse retrocesso que continua a existir em Bayeux.
Lendo a biografia do ex-presidente João Goulart, o Jango, golpeado pelas forças da ditadura militar em 1964, observamos que naquela época uma simples reunião na associação dos marinheiros que reivindicam direitos, como a liberdade para os marujos de casar ou andar a paisana virou mais um motivo para implantar um governo perseguidor e afastar um presidente eleito democraticamente pelo povo, infelizmente ainda inspira muitos políticos que hoje pleiteiam cargos públicos, com a permissão do escritor Jorge Ferreira, autor desse livro referencial da recente história do Brasil.
E Bayeux que foi uma homenagem prestada à liberdade da Bayeux Francesa, não se pode curvar a esses meros caprichos de “políticos” que se acham “donos de currais eleitorais” e praticam a política do medo para que as pessoas retraem-se e desistem de reivindicações justas.
O buraco do final da Rua Edvaldo Pereira de Vasconcelos com Travessa da Rua Maria Feitosa, situada no bairro do Alto da Boa Vista em Bayeux é um retrato vivo da ausência de um mínimo de planejamento urbano da cidade e que resultou em descaso e abandono.
A viúva do veterinário e metalúrgico Edvaldo P. de Vasconcelos, Dona Hermezina Vasconcelos e seus cinco filhos, Edvaldo Filho, José Carlos, Jonas, Elcy e Edvânia(dados do livro do historiador Ariosvaldo) certamente teriam recusado por vergonha a homenagem de denominar o nome de seu ente querido, na propositura do então vereador Cafezinho, se existisse a cratera de hoje, naquela artéria urbana de Bayeux.
“No meio do caminho tinha um buraco, tinha um buraco no meio do caminho tem um buraco”, parafraseando o poeta Carlos Drummond de Andrade, é como se sente os moradores da localidade. A cratera toma conta e uma dezena de casas corre o risco de desmoronamento, as famílias que residem no local estão apavoradas porque o buraco já atinge as bases de suas casas.
Moradores afirmam que há mais de 15 anos que o buraco cresce de forma assustadora em razão da erosão, do escoamento das chuvas, pedras e lixos (lixiviação); um caminhão quase foi engolido pelo maior buraco de Bayeux com profundidade de mais de 30 metros. O risco é iminente e aumentando com a quantidade de ratazanas que compõe a sua fauna degradada podendo provocar doenças vetoriais contra as famílias do bairro do Alto da Boa Vista.
Nada está previsto no planejamento para o exercício financeiro de 2012, pelo menos como obra de contenção ou projeto de recuperação da área afetada, que se houver uma chuva forte poderá correr risco de desabamento e a defesa civil municipal já deveria possuir um plano de emergência com estado de alerta a favor daquela população.
A questão do saneamento básico e suas obras paralisadas, o risco permanente da população ribeirinha contra as enchentes e a destruição do manguezal ao longo do estuário dos rios Sanhauá e Paroeira, a falta de acesso às diversas localidades, a ladeira do Aeroporto, enfim, a reurbanização da cidade, são prioridades para qualquer gestão publica, mas, as omissões dos gestores municipais nos últimos 20 anos pioraram o quadro de abandono, que sequer tiveram o cuidado de elaborar um Plano de Combate a Erosões, e acrescento mais: a completa falta de projetos de políticas públicas retrata também esse descaso sobre a questão urbana de Bayeux.
A população do Alto da Boa Vista, como de toda Bayeux não poderá ser acusada de indolência e culpá-los pelo abandono que os maltrata. A falta de atenção do poder público debilita as pessoas, mas não se pode confundir silêncio com acomodação.
Arduini explica que a apatia do brasileiro não é questão de preguiça, mas opressão que se precisa romper com “o conformismo herdado da cultura de submissão”. E, no dia em que o potencial guardado da população se rebelar, “o mundo começará a ser outro’.
Acredito que as redes de televisão instaladas no Sudeste tentam impor uma determinada “cultura” para o restante do país usando a violência nas grandes cidades para aumentar os seus índices de audiência por meio de um sensacionalismo aberrante. É evidente que a mídia tem a responsabilidade de divulgar os fatos, mas fazer proselitismo indireto do crime acima de todos os valores da sociedade, isso é imoral.
Programas locais de televisão disputam ferozmente, entre eles, índice de audiência, divulgando as noticias crimes em plena hora de almoço. A família inteira, incluindo jovens assiste como se fossem um espetáculo ou um filme cotidiano que pudesse trazer algo de interessante e educativo.
Todos os dias esses âncoras de noticias do medo ocupam os principais canais de comunicação, agora abrangendo a própria internet, para explorar as imagens de pessoas humildes, pobres abandonados das periferias e vítimas, geralmente, pessoas que não tiveram acesso à educação e ao mínimo de uma vida digna.
Os direitos humanos são aviltados como opção cotidiana do jornalismo paraibano e nacional, ao ponto de um determinado programa televisivo de João Pessoa ser processado pelo Ministério Público por uso indevido de imagem de uma menor supostamente fazendo sexo involuntário, numa acusação de estupro, no bairro do Mário Andreazza em Bayeux.
A nossa Bayeux por ser um aglomerado urbano concentrado e supostamente localizado em área de risco para refúgio da criminalidade da grande João Pessoa, ela, agora se tornou palco de noticias nacionais dos principais programas de Tvs do Brasil.
Determinados políticos e possíveis pretensos candidatos a prefeito, usam e abusam dos seus prestígios midiáticos, como jornalistas, para divulgar fatos que envolvem violência, sangue e morte nas ruas das cidades da região metropolitana da Capital, com o intuito exclusivamente de alcançar maior número de telespectadores, que resultará em possibilidade e garantia de patrocínios para os seus programas.
A violência virou um grande negócio e até assunto de interesse político, pois basta constatar a quantidade de profissionais na área de segurança e do jornalismo policial se apresentando como “novos políticos”.
Recentemente autoridades locais e do Estado fizeram uma reunião no Fórum da Comarca para discutir ações conjuntas e coordenadas para amenizar um pouco a repercussão dessas violências, mas não trataram de uma questão importante, que é a exploração sem medida e sem parâmetros éticos sobre casos de atos violentos por parte dos meios de comunicação.
Pasmen! Registram-se na mídia paraibana uma tentativa de “carioquização” da cidade de Bayeux como “concentração e esconderijo de marginais” vindo de todas as partes do Brasil. Querem transformar a pacata população de Bayeux nas novas vítimas dos bandidos vindo dos “morros cariocas”, os quais, a mídia em forma geral ganha muito dinheiro com essa prática sensacionalista de retratar a vida cotidiana das pessoas e do lugar.
É preciso que se faça uma campanha para barrar essa agressão poderosa que estão fazendo nas cabeças das pessoas menos avisadas, numa cultura do medo, antes que seja tarde demais.
É necessário que a sociedade se mobilize para anular a divulgação do medo concreto imposto por situações reais perversas, e não ampliando as noticias de crimes e violências que só servem para amedrontar e tiranizar a população.
Como disse Arduini: “O medo assusta crianças e apavoram adultos, na prática também a mídia manobra a sociedade com o combustível do medo” e isso é inescrupuloso agitar o medo para que as pessoas fiquem fracas e não lutem pelos seus direitos.
Está claro que para abolir ou reduzir o medo, é necessário eliminar as causas que o geram, mas enquanto não pudermos extirpar de vez, a população de Bayeux não deve assistir calada a mordaça imposta pelo sensacionalismo da maioria da imprensa que vive das noticias de violências, ao ponto de constatarmos que mais de duas mil habitações estão desocupadas na cidade, conforme o IBGE, talvez pela simples razão de famílias renunciarem a morar em Bayeux pela propaganda adversa contra o lugar.
Não queremos esconder a realidade dos fatos, agora querer ampliar e expor uma cidade como estereotipo da violência é criminalizá-la sem defesa, quem o fizer está fazendo um desserviço à sociedade. Chega de divulgar Bayeux em páginas policiais, pois é inaceitável a pauta sangrenta feito pelos jornais. Não queremos censura, mas o controle do que é noticia e do que é uma apologia sistemática da violência prejudicando a imagem da cidade.
A população tem que reivindicar esse direito, independentemente de partidos, religiões e classes sociais porque Bayeux não aceita mais que se use a violência para sujar o seu nome. É o que esperamos para 2012.
Uma comerciária que trabalha no Centro de João Pessoa e mora próximo ao Circular da Imaculada em Bayeux informou que gasta um tempo de 2:30 horas para voltar do trabalho todos os dias, usando o ônibus que faz a linha Imaculada para o Centro da Capital. Percurso esse que se ela fosse andando não gastaria mais do que 1(uma) hora.
Um operário que mora no Comercial Norte no bairro do Mário Andreazza me informou da mesma dificuldade que ele tem de chegar e voltar do trabalho. A população de Bayeux não só reclama do tempo de demora nas paradas de ônibus, mas do desconforto de usar um veículo quase sucateado na maioria das vezes em que necessita desse transporte.
Em conseqüência dessa situação, os alternativos proliferam que na prática é muito mais útil a população do que se não existisse, atendem uma necessidade das pessoas que precisam se mobilizar, de fato prestam serviços à população e isso deveria ser respeitado em uma contrapartida do poder público ausente e omisso.
A responsabilidade da gestão dos transportes coletivos públicos cabe exclusivamente ao poder público estadual e municipal, o primeiro responsável pela exploração para as linhas intermunicipal, ou seja, dos bairros ao centro de João Pessoa e no sentido contrário, o segundo, é a prefeitura, essa é a responsável pela concessão para os transportes públicos urbanos de um bairro a outro dentro do município.
Em Bayeux, o Governo do Estado não exerce o seu poder no sentido de regulamentar e fiscalizar as linhas intermunicipais, as empresas concessionárias fazem o que querem e assumem o risco da sua própria falência, quando o Estado que deveria intervir se omite e eles abusam do direito de oferecer a população o pior transporte público da região metropolitana da Capital.
Quanto ao transporte urbano dentro de Bayeux, o famigerado TPU a responsabilidade é do município, que foi uma concessão aberta na administração municipal na época de Lourival Caetano, o qual como assessor jurídico tive a proposta de sugerir a criação dessa alternativa de transporte para a população de Bayeux que precisava de se deslocar de um bairro a outro da cidade.
Mas que hoje o TPU faz vergonha e é motivo de chacota e piada perante o descaso total e a irresponsabilidade do poder municipal que não fiscaliza e se omite em não intervir nessa péssima prestação de serviços concedido a uma empresa que não respeita o mínimo do contrato administrativo e jurídico estabelecido.
Se houvesse a regulamentação e uma estrutura adequada com terminal integrado ou não, localizado no Baralho, o transporte público urbano atenderia mais de 90% da demanda de Bayeux, até mesmo para o deslocamento diário a Capital, com a garantia de um melhor transporte, qualidade e preço de passagem mais compatível com a realidade econômica do nosso povo.
Mas enquanto não se governa esse serviço público, o transporte coletivo da população de Bayeux é gerenciado pela vontade única e soberana de empresários quase falidos e alternativos que apesar de suprir uma necessidade, trás insegurança aos usuários, assim sobram prejuízos, desconfortos e abandono dos gestores públicos contra a maioria de uma população que exige qualidade de um serviço essencial para as suas vidas.
Bayeux perdeu mais da metade das áreas de manguezais nos últimos 30 anos, trazendo prejuízo na qualidade de vida de sua população devido à falta de política ambiental para o município, há descaso e não há compromisso com a preservação do nosso principal ecossistema, o manguezal.
Há pouco mais de quinze anos atrás um catador de caranguejo uça de Bayeux era acostumado a catar quatorze cordas de caranguejo em um só dia, hoje à realidade é triste, se ele pegar uma corda já é um milagre.
A desculpa da Administração Municipal de que não pode defender o mangue porque a competência é da União, através do seu órgão executor, o Ibama, não justifica, porque todos nós sabemos que em matéria ambiental a responsabilidade é conjunta, e quem mais disponibilizar de mecanismos de defesa assume o controle e o poder ambiental sobre a área de proteção ambiental.
Se faltar verba para o meio ambiente, se cria um programa que possa envolver a estrutura da saúde e da educação, lá existem funções e cargos, como o agente comunitário de saúde, a equipe do GSF (antigo PSF), os professores, os alunos e as escolas juntos com a comunidade. Mas falta um mínimo de boa vontade, basta à iniciativa política de colocar tudo isso em prática, com meta a ser alcançada e fiscalização permanente.
Os manguezais do estuário do Sanhauá são bonitos tais como o da Praia de Jacaré. Falta uma iniciativa em organizar um receptáculo para o ecoturismo numa parte do manguezal de Bayeux, se existem esgotos da rodoviária estadual, do comércio, oficinas e domésticos de João Pessoa que despejam dejetos no rio, promovemos um litígio e responsabilizamos quem de direito para, de imediato solucionar o problema que é mais uma decisão política do que qualquer outra decisão administrativa.
O desemprego na nossa cidade gera desocupação, fome e violência, as famílias dos pescadores não têm mais aquela fonte que outrora sustentavam economicamente seus membros e o manguezal que tem enorme potencialidade de uso sustentável múltiplos está desaparecendo no território de Bayeux a olho visto, com a omissão de todos.
Defender o manguezal é defender a economia de subsistência de uma parcela da nossa gente, que vivem do mangue e da pesca artesanal e são os catadores de caranguejos, as marisqueiras e os pescadores de tainha. É defender os rios Paroeira e Sanhauá, é defender o meio ambiente, a qualidade de vida, para presente e futura geração.
Mas devemos fazer a nossa parte, porque a coletividade também é responsável pela preservação do meio ambiente. Em 20 de outubro de 1999 foi criado o Fórum em Defesa do Manguezal, tendo como objetivo proteger e lutar em defesa do ecossistema manguezal de forma permanente.
Na primeira década do Fórum, ele desenvolveu campanhas, reuniões com os pescadores, seminários para conscientizar a necessidade de sua conservação, e chegamos a promover uma Ação Popular Ambiental para defender a destruição de mais de 30 hectares de mangues na ilha do Eixo, o qual obteve vitória, quando aquela área foi recuperada.
Devemos retomar essa luta na defesa do nosso principal ecossistema manguezal, a partir de uma consciência ecológica de renovação das políticas ambientais municipais e da preocupação com a educação e o envolvimento popular, para a defesa e proteção do meio ambiente.
Favorecer a integração das comunidades ribeirinhas, viabilizando oportunidades concretas e adequadas sobre as conseqüências do lixo nos manguezais, a partir de um trabalho conjunto, em que se possa resgatar o verdadeiro papel do cidadão como agente transformador e organizador do seu habitat.
E finalmente contribuir para reverter à degradação ambiental da área e estimular e apoiar a organização comunitária como forma mais legítimo de incorporação da população no seu processo de desenvolvimento sustentável, com a finalidade de conscientizar para a defesa e conservação do mangue.