Antônio Henriques de França Neto, médico pela UFPB e especialista em Cirurgia Geral e Ginecologia e com mestrado pela Santa Casa de São Paulo. Professor da Faculdade de Medicina Nova Esperança e Médico da Universidade Federal de Campina Grande. Foi coordenador da emergência da Clipsi, diretor geral do Hospital Municipal de Cabedelo e diretor geral do Hospital Municipal Santa Isabel, em João Pessoa. Atualmente é diretor geral do Hospital Materno-Infantil de Bayeux e coordenador do SAMU de Campina Grande.
Diante de um diagnóstico como esse, a mulher deve procurar o especialista e se informar sobre os tratamentos possíveis, lembrando que o médico pode oferecer a ela a possibilidade de não ter que se operar.
O Hospital Materno-Infantil de Bayeux está passando por várias mudanças e reestruturações. Atendendo uma média de 7.000 usuários por mês, ampliou sua capacidade de atendimento e agora conta com uma equipe de 7 médicos no plantão, sendo 2 clínicos, 2 pediatras, um anestesista e 2 obstetras.
Através da ação proativa da Secretária de Saúde, Karoline Montenegro, obteve a cessão do prédio da antiga policlínica Geraldo Santana, para onde já foi transferido o Pronto-Atendimento de adultos e parcialmente transferida a administração do hospital.
Com isso, os usuários ganharam um ambiente completamente climatizado, onde podem permanecer em uma condição mais confortável. As reformas do prédio ainda prosseguirão com a construção de uma nova entrada e uma nova recepção.
O prédio onde funciona o hospital também sofreu algumas modificações, ficando o fluxo de pacientes pediátricos e de gestantes mais organizado, com melhorias sensíveis também para o atendimento destes usuários.
Já a partir de fevereiro pretendemos inaugurar duas enfermarias de pediatria, reduzindo a necessidade de transferência nos casos de crianças que necessitem de internamento. Além disso, passaremos a contar com os serviços de mastologia e cirurgia pediátrica, também muito importantes para atender as demandas de nossa população.
Falando em demandas, sabemos que as mesmas são infinitas, e que nossos recursos para atendê-las são finitos, de modo que reconhecemos que ainda precisamos avançar muito, sem deixar de reconhecer os avanços obtidos graças ao apoio do prefeito Jota Junior.
Gostaria de deixar este espaço a disposição dos usuários para receber críticas e sugestões, pois certamente só temos a crescer com essas contribuições.
Conhecida desde 1932, quando foi originalmente descrita pelos médicos norte-americanos Stein e Leventhal, a Síndrome dos Ovários Policísticos, também conhecida pela sigla SOP, é uma patologia que acomete cerca de 10% de todas as mulheres em idade reprodutiva, sendo portanto muito comum.
É caracterizada pela presença de sinais e sintomas como aumento dos pelos do corpo (hirsutismo), pele oleosa e com muitas espinhas (acne), ciclos menstruais irregulares e dificuldade para engravidar.
Além disso, pode aparecer na ultrassonografia a imagem dos ovários policísticos, de onde vem o nome da síndrome.
Não existe uma causa conhecida para a SOP, mas há vários fatores relacionados com ela, como o excesso de peso, o aumento dos hormônios masculinos (testosterona) e a resistência insulínica (dificulade para metabolizar a glicose).
Como se trata de uma patologia crônica, a SOP precisa de acompanhamento constante, e o tratamento não leva a cura da doença, mas é capaz de reduzir os sinais e sintomas, tornando a menstruação regular, diminuindo a acne e o hirsutismo e até mesmo ajudando a mulher a engravidar.
Um dos fatores mais importantes de todos é a perda de peso, que deve ser muito estimulada, uma vez que a obesidade piora muito o quadro e contribui para o aparecimento de patologia sérias, como diabetes e hipertensão arterial.
As mulheres que apresentam alguns dos sinais e sintomas aqui apresentados devem procurar seu ginecologista e conversar com ele a respeito das melhores opções de tratamento, não descuidando nunca da forma física e da alimentação.