Historiador,romancista, poeta, professor, agente municipal de preservação de bens patrimoniais, diretor da Biblioteca Pública de Bayeux e Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Bayeux. Participe através do ariosvaldo_ihgb@hotmail.com
A ideia de homenagear o Dia das Mães partiu da jovem Ana Jarvis que morava na pequena cidade de West Virgínia, nos Estados Unidos. No segundo domingo de 1907, reverenciou a memória da querida mãe, que perdera há algum tempo, com uma cerimônia religiosa. E já no ano seguinte, a 10 de maio de 1908, propôs em sua Igreja Episcopal, pela qual sua mãe muito havia trabalhado, que a homenagem se estendesse a todas as mães.
Em maio de 1910, o governador do Estado de West Virgínia, atendendo aos desejos do povo, pois a data já estava sendo comemorada em diversas cidades e religiões, oficializou a cerimônia estadual, quando recebeu por esse gesto de compreensão e sabedoria, os aplausos de agradecimento da população do estado e o respeito de outros estados americanos.
Logo no ano de 1912, o Presidente dos Estados Unidos da América, Woodrow Wilson assinou, na presença de Ana Jarvis, o decreto pelo qual a data seria comemorada em todo território americano, vindo a ser escolhido, como iniciou a jovem Ana, o segundo domingo de maio.
A introdução do Dia das Mães no Brasil foi uma iniciativa da Associação Cristã de Moços, quando alguns dos membros voltavam de uma viagem aos Estados Unidos e lá presenciaram com admiração a cerimônia e se encantaram com o dia festivo.
A data foi comemorada pela primeira vez no Brasil, em 12 de maio de 1918, em Porto Alegre, e pela primeira vez também na América do Sul, estendendo-se atualmente por quase todos os países do mundo.
O Dia das Mães é comemorado em Bayeux nas escolas com a leitura de redação criada pelos alunos e o recital de poesias, quando os textos são expostos em murais existentes na própria escola. A Biblioteca Pública Municipal também expõe poesias das mães em seus murais nesse período de grande procura. Mas a principal comemoração acontece nos lares, quando as famílias organizam um grande almoço com ofertas de presente para aquela considerada “A rainha do lar”.
Uma simples mulher que pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus; e pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo; que, sendo moça, pensa como uma anciã e, sendo velha, age com as forças todas da juventude; quando ignorante; melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida, e, quando sábia, assume a simplicidade das crianças; pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama, e, rica, empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos; forte, entretanto estremece ao choro de uma criancinha, e, fraca, entretanto se alteia com a bravura dos leões; viva, não lhe sabemos dar valor porque à sua sombra todas as dores se apagam, e, morta, tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios.
O Dia do Trabalho é feriado nacional e comemorado no mundo todo. No Brasil foi instituído em 26 de setembro de 1924 no período do então Presidente da República Artur Bernardes. Visa a demonstrar que o trabalho dignifica o homem.
O objetivo do Dia do Trabalho é homenagear o trabalhador, aqueles que, com o seu esforço, cooperam para a grandeza da Pátria e o bem-estar da humanidade.
Nenhuma forma de trabalho é vil. É tão importante aquele que varre as ruas como o Presidente da República. Toda ação que visa a um fim útil é trabalho. A criança que vai à escola e faz com amor suas lições está trabalhando, tanto quanto o seu mestre, que a ensina. A mãe que cuida dos filhos, o filósofo que pensa, o artista que cria, todos estão trabalhando.
O trabalho sempre existiu, embora tenha atravessado regimes e condições bastante variadas. Entre os povos primitivos, o trabalho era remunerado em natureza; e os princípios do pagamento baseavam-se na reciprocidade. Ainda nessa época surge a divisão do trabalho: o homem caça e combate; a mulher cultiva a terra ou colhe os frutos.
Na Antiguidade, a maior parte do trabalho era feita por escravos. Tinha-se, principalmente entre os gregos e os romanos, profunda falta de amor ao trabalho em si e aos trabalhadores. Mais tarde, com a influência do Cristianismo, o trabalho deixou de ter um significado degradante passando, então, a dar dignidade ao homem.
Durante a Idade Média, prevaleceram às corporações ou famílias profissionais, as quais podiam ser definidas como um agrupamento econômico de direito quase público, e essas corporações tiveram uma longa história, vindo a entrar em declínio a partir do século XVI. A Revolução Francesa de 1789 deu-lhes o golpe de misericórdia.
Com o enfraquecimento das corporações e a emancipação dos operários, surge o regime assalariado moderno, isto é, o sistema no qual o operário, conservando-se nominalmente livre, coloca a serviço do patrão seu poder de trabalho. Tal foi o regime individualista que prevaleceu durante todo o século XIX e até nossos dias, dando nascimento ao proletariado industrial moderno.
O trabalho sempre fez parte do dia a dia do povo de Bayeux. Na época de Barreiras os índios, primeiros habitantes, já trabalhavam na caça e na pesca, como também fazia das batalhas um trabalho especial. Depois vieram os pescadores dignificando o trabalho da pesca, tornando-se uma cidade que vivia principalmente da pescaria, pois existiam alguns trabalhadores de olarias e pequenos agricultores, isto até 1950. A partir daí vieram às indústrias e consequentemente os operários, tornando-se uma cidade industrial e se firmando como o quarto pólo industrial do Estado. Com a Emancipação Política no ano de 1959, vieram os funcionários públicos e lentamente foi se firmando um pequeno comércio, surgindo os comerciantes e os comerciários, instalando-se nas principais ruas do município.
O Dia do Trabalho é comemorado em Bayeux com muito orgulho e muitas vezes com greve de trabalhadores. Mas o bayeuxense é trabalhador e não esquece que Jesus disse que o trabalho é um dos tributos de Deus: “O Pai trabalha sempre”.
O dia 08 de março foi consagrado pela ONU – Organização das Nações Unidas, em 1945, como o Dia internacional da mulher em homenagem as operárias de uma fabrica têxtil norte-americana que em 1857 organizaram a primeira greve da história, conduzida unicamente por mulheres.
A principal reivindicação era a redução da jornada de trabalho de 16 para 10 horas, e com esse objetivo partiram para a luta, tendo sido duramente reprimida pela cavalaria da polícia. Para se proteger muitas delas fugiram para dentro da fábrica. Os portões foram trancados por fora e a polícia ateou fogo no prédio por determinação dos patrões causando a morte de 129 mulheres carbonizadas ou por asfixias.
Clara Zetkin, uma ativista do movimento feminista alemã propôs na Primeira Conferência Internacional da Mulher, realizada em Copenhague que o dia 08 de março fosse consagrado como o Dia Internacional da Mulher. Em todo o mundo as mulheres são lembradas, neste dia, de forma especial, porém, a maior parte das comemorações não interfere de fato na dura realidade dessas mulheres.
No Brasil, as mulheres constituem hoje 30% dos chefes de família, mas ganham uma média de 65% do valor dos salários do homem e no caso de mulheres negras a situação fica ainda pior, pois chegam a receber salários que representam à metade do valor recebido pelas mulheres brancas. Além de muitas condições a que são submetidas, muitas mulheres enfrentam a dupla jornada de trabalho, porquanto assumem, alem do emprego fora de casa, à responsabilidade integral pelas tarefas domestica e o cuidado com filhos. De quatro milhões de abortos que ocorrem por ano, 10% das mulheres que o fazem, morrem em consequência das precárias condições nas quais os mesmos são realizados.
Independente da classe social a mulher continua sofrendo algum tipo de agressão e muitas nem mesmo comunica o fato à polícia com medo de represália.
Mas é um dia de luta no objetivo de que a diferença biológica que distingue um homem de uma mulher não seja justificativa para a intolerância, a opressão, a desigualdade de direitos e, diferentes formas de violência a que as mulheres são submetidas.
Mesmo assim, a mulher deve comemorar, pois muitas batalhas foram vencidas e em Bayeux o dia é comemorado em respeito à fibra de mulheres que se destacaram em suas determinadas áreas e épocas diferentes. Foram mulheres desbravadoras que conquistaram seu espaço com luta e dignidade, em posições antes reservadas aos homens. Enfrentaram o preconceito da época, plantando a semente da emancipação feminina, hoje, colhidas por outras companheiras, que, mesmo em pleno século XX, ainda assiste de cabeça erguida à opressão feminina, mas que não deixam de levantar a bandeira do feminismo em busca de um lugar ao lado do homem na cultura, na política, no esporte, etc.
Dentre outras grandes mulheres bayeuxenses que se destacaram na história podemos relacionar: Avelina de Aquino Mendonça, pioneira na cultura religiosa; Angelina Pereira Durier, pioneira na saúde, Marly Dionisio Batista, primeira Agente dos Correios; Maria da Glória de Araújo Silva, primeira vereadora de Bayeux e da Paraíba, no ano de 1960; Nicolina Trócolli Ciraulo, comerciante de atacados nos anos 20; Severina Freire de Melo, primeira e única prefeita eleita de Bayeux, em 1976; Tereza da Costa Andrade, primeira parteira formada; Helena Hardman Pires, fundadora no ano de 1955 da primeira escola particular existente até hoje.
A luta da mulher pelos seus direitos precisa continuar e só assim poderá valorizar o que outras grandes mulheres já fizeram em busca dessa luta; pioneirizando nos diversos segmentos profissionais.
O carnaval é a maior festa popular do Brasil e também tem uma ligação com as comemorações do calendário religioso católico. Os seus preparativos começam logo após o ciclo natalino e vai até a quarta-feira de cinzas, quando se inicia o período da quaresma. Período do calendário católico destinado à penitência, simbolizando, portanto, um momento de libertação – significado que se incorporou ao carnaval.
Famoso no mundo inteiro, o carnaval brasileiro é originário do entrudo português, um conjunto de brincadeiras de ruas em que as pessoas atiravam água, farinha, ovos podres e fuligem umas nas outras.
Trazido para o Brasil, no século XVII, o entrudo sofreu influência dos carnavais de países europeus, como a Itália e a França. A partir do século XIX as máscaras, as fantasias e o Rei Momo entraram para a festa brasileira. Foi nessa época que surgiram também os primeiros blocos, cordões, e “corsos” desfiles de carros alegóricos.
O carnaval ganha força e chega a praticamente todas as regiões brasileiras. Anos após o repertório musical que embala a folia aumenta, ganhando novas cantigas e ritmos, como as famosas marchinhas. E ainda hoje se canta a primeira marchinha composta especialmente para o carnaval em 1889, “Ó Abre alas” de Chiquinha Gonzaga. Em 1928 no Rio de Janeiro, sai à primeira Escola de Samba, chamada “Deixa Falar” – criada pelo sambista Ismael Silva, tornando-se mais tarde a Escola de Samba Estácio de Sá. Do Rio o costume dos desfiles de escola de samba se espalha para outras cidades e se torna especialmente forte em São Paulo.
A tradição do carnaval de rua, em que todos podem participar, não desapareceu. Ele permanece forte no Nordeste, principalmente no Recife e Olinda, onde se destacam o frevo e o maracatu. Em Salvador há Trio-elétrico e blocos de rua. Na Paraíba o destaque fica com As Muriçocas do Miramar e As Virgens de Tambau, pois mesmo fora dos dias de entrudo, seduz multidão.
Em Bayeux começou a ser comemorado no início dos anos 30, ainda no tempo de Barreiras, quando o Major Otílio Ciraulo criou o bloco ETLeF, sigla da antiga Empresa de Tração Luz e Força, mas para os integrantes do bloco significava “Estamos Todos Logrados e Falidos”. Esse bloco saia às ruas e principalmente no corso da Rua Duque de Caxias, em João Pessoa, no carro alegórico, ostentando suas críticas e sátiras, inclusive ao governo, adotando como tema os acontecimentos mais em voga, na época.
A partir do ano de 1938 surgiu o bloco do Clube Recreativo São Sebastião que saia às ruas do povoado ostentando as cores verde e amarela, levando a frente o extrovertido folião Henrique Gomes da Silva, dançando e cantando alegremente, contagiando o povo.
No início dos anos 60 surgiu no bairro São Bento a primeira troça carnavalesca. O Bafo da Onça, fundado por uma jovem de nome Nautília, mas conhecida pelos amigos como Suely, logo se tornou atração em todos os bairros e na Capital, quando já formada totalmente por homens. A partir daí vieram inúmeras troças carnavalescas, como a conhecida Xodó da Vovó, Mocidade Independente, Batuqueiros Unidos da Pedro Ulisses, Batuqueiros Unidos de Tambay, dentre outras; fazendo de Bayeux nos anos 80 o município com a maior quantidade de troças carnavalescas do Estado.
Essas troças desfilavam em carros alegóricos e visitavam residências através de um convite anteriormente enviado, permanecendo no local por tempo determinado, como também em concurso de troças com oferta em prêmio. O apogeu das troças carnavalescas foi tão grande que houve a necessidade de se fundar a LIBAC – Liga Independente de Batucadas Carnavalescas.
Nessa época o carnaval de rua ainda seguia o velho costume do mela-mela. As ruas eram passarelas de mateus, chirumbas e travestis irreverentes que se vestiam de diversas maneiras, criticando ou satirizando personalidades ou fatos da época.
Com a chegada dos Índios Guanabara, tendo a frente Zé de Mila, o carnaval recebeu um brilho especial, vindo juntar-se aos ursos irreverentes que se distribuíam nas ruas em grande quantidade e as escolas de samba que relembravam os grandes carnavais do Rio de Janeiro. Mas os clubes com suas ornamentações e músicas originais de carnavais, amanhecia o dia; tornando-se o palco principal da festa. O São Sebastião Clube Recreativo, Esporte Clube São Paulo, Clube São Bento e o Esporte Clube de Bayeux, seduziam os foliões com suas ornamentações.
Era o entrudo das crianças, que semanas antes, já anunciavam com latas e panelas a chegada do maior festejo popular do país, ou vestindo-se de urso para angariar dinheiro, numa forma alegre de também participas dos festejos.
No final da década de 80 surgiram alguns blocos que, infelizmente, duraram pouco, dentre outros o Caranguejo de andança e o Bloco Manguezal, numa forma bonita de homenagear a natureza, e no ano 2000 o Bloco Maruim, ostentando mosquitos irreverentes, mas de rápida aparição.
Nos anos 90 o carnaval de rua desapareceu, as ruas ficaram desertas, os foliões começaram a procurar as praias do litoral, principalmente Lucena, Jacumã e Baía da Traição. O carnaval da Bahia e de Pernambuco ganhou fama e levou o povo, deixando apenas o folião bayeuxense com a esperança do carnaval fora de época, a nova mania nacional.
Com o passar desse período de transição o bayeuxense sente, mesmo que lentamente, o ressurgir dos velhos carnavais com a fundação do Grupo Tradição Popular Zé de Mila, em 15 de janeiro de 2000. A Tribo Potiguaras, através do folclorista Edvaldo Paulino (Vavá) e amigos, homenageiam os primitivos habitantes de Bayeux, resgata a cultura de um povo que se encontra em processo de extinção. Os ursos renascem com força, alegrando os foliões da rua; participam de concursos e formam uma associação com o intuito de divulgar e preservar a cultura. A aparição do Bloco Maruim com seus foliões irreverentes fantasiados de mosquitos incentivou outros blocos, mas durou pouco. Mesmo assim, outros blocos surgem em diversos bairros e se manifestam em datas diferentes, como: Vou na Barca, do Centro; Segura o Aro e Cadê o Aro, de Tambay; As Atrevidas, do Sesi, As Descabaçadas, do Jardim São Severino, Filé Miau, da Imaculada, Bloco do Gago, do Mutirão, As Fofoqueiras da Madrugada, do centro e o Bloco do Esquisito que começou a animar o carnaval de rua no ano de 1999 com apenas 80 foliões e hoje conta com mais de 1.200 participantes, associação registrada e já considerada tradicional nos festejos carnavalescos. E algumas troças carnavalescas já perambulam pelas ruas nos dias de entrudo, induzindo outros jovens.
O carnaval é uma festa popular, uma festa do povo, precisa de incentivo e apoio dos órgãos públicos para que a cultura seja preservada e perpetuada e assim impulsionar o turismo, pois um povo sem cultura é um povo sem identidade.
Foto aérea de Bayeux - 1985
Na época de Barreiras existiam no pequeno povoado diversos rios e lagoas de águas límpidas e cristalinas de onde a população retirava a água para uso doméstico, regarem a plantação e tomar banho; como também diversas mulheres, conhecidas lavadeiras, usavam esses rios para lavar roupas, inclusive de pessoas ricas de João Pessoa.
O rio do Meio, considerado o de água mais límpida e gostosa, era o local preferido da antiga e conhecida lavadeira Maria Guilherme da Cunha. Tinha seu próprio poço, pois as companheiras de profissão muito respeitavam aquela que inclusive lavava a roupa do Dr. Flávio Ribeiro Coutinho. Permaneceu nesse oficio até os 93 anos de idade, quando faleceu e deixou para sua filha Joana Santana do Nascimento o trabalho que tanto gostava de fazer junto de amigas, como: Lourença de Souza, Maria José da Silva, Corina Francisca do Nascimento, dentre outras.
Com o crescimento populacional e a construção desenfreada de casas para acomodar famílias inteiras que chegavam, principalmente do interior do Estado, os rios foram invadidos e muitas lagoas foram aterradas.
Na década de 40, quando o pequeno povoado tomava aspecto de cidade e recebia a denominação de Bayeux, surgiram em diversos locais pequenas cacimbas que recebiam a denominação do próprio povo e algumas tinham o nome do proprietário das terras. Uma das mais conhecidas era a cacimba do dendê, assim denominada por causa da proximidade com a árvore. Ficava próxima da casa de Dona Maria da Penha Soares de Araújo, mas as terras pertenciam ao Senhor Secundino Toscano.
Por traz da empresa FIBRASA, ao lado da linha do trem, poucos metros da Capelinha da Menina; uma verdadeira romaria, com baldes, latas e potes de barro, logo no início do dia, ou ao entardecer, pegava uma água considerada de boa qualidade.
Mas essas cacimbas começaram a desaparecer quando as famílias iniciaram a perfuração de poços em seus próprios quintais. Da década de 50 para 70, muitos poços foram construídos e quase todas as residências possuíam suas próprias cacimbas de águas puxadas por cordas e latas; como também um tanque de cimento armado para guardar a água.
Do final da década de 60 ao início dos anos 70 a CAGEPA – Companhia de Água e Esgoto da Paraíba, através da ACQUA-PLAN, preparou um projeto para implantar o abastecimento de água no município de Bayeux. Constituía-se em um Subsistema de captação, tratamento e reserva por unidades independentes, utilizáveis em paralelos e a serem construídos em etapas, com o aproveitamento dos rios existentes. Mas esse projeto só foi implantado no Conjunto Tambay e a água não eram consideradas de boa qualidade.
Podemos considerar que a água encanada trazida por tubos de PVC para todo o município, teve início em 10 de fevereiro de 1975, na segunda gestão do Prefeito Lourival Caetano. Partia do abastecimento de água de Marés, seguia pelas ruas de Bayeux, de onde o usuário puxava para sua residência. A partir daí colocavam torneiras em diversos locais e chuveiro no banheiro, vindo a gozar da comodidade do novo tempo, do progresso, abandonando as velhas latas, baldes e potes de barro.
A partir dessa época, cada vez mais, a população vai se servindo da água encanada, mas infelizmente nem toda população goza desse privilegio. A água encanada é um bem necessário, uma preocupação da Saúde Pública. Diante desse lastimável fato, o Governo precisa, o mais rápido possível, levar a água encanada em todos locais do município.
No dia 20 de janeiro é realizada a festa do padroeiro de Bayeux, o mais tradicional evento do município, pois teve início no ano de 1925; quando foi erguida uma pequena capela de taipa, coberta de palhas de coqueiro na Rua Ábdom Milanêz, hoje Avenida Liberdade, em homenagem a São Sebastião.
Mas os festejos profanos realizados na rua principal, ainda de barro, com parque de diversão, barracas, um animado pavilhão defronte à capela e um alto-falante anunciando músicas da época aos enamorados; começaram no ano de 1936, através da dedicação e o empenho da Senhora Avelina de Aquino Mendonça (Dona Vina), com a ajuda de mulheres da sociedade. Para os preparativos das festas as reuniões eram realizadas na residência da Senhora Avelina, quando contava com a ajuda do esposo José Mendonça e dos amigos Sr. Assis Pereira da Silva e sua esposa Maria Isabel Pereira (Dona Bebé).
Foram eles que derrubaram à acanhada capelinha de São Sebastião, edificada de taipa e coberta com palhas de coqueiro, no ano de 1925, construída, portanto, de tijolos e coberta com telhas. Dona Vina com a sua dedicação religiosa conseguiu convencer o esposo da importância da obra, e o próprio José Mendonça, com a água do rio Paroeira e a argila abundante da terra, confeccionaram tijolos e telhas com a ajuda da dedicada mulher, quando muitas vezes anoiteciam a margem do rio. Logo no ano de 1938 o sonho estava realizado.
Em outras épocas a festa do padroeiro teve o apoio fundamental do Padre Almeida, que saia angariando nas residências contribuições em dinheiro, acompanhado de jovens da comunidade, entre outras: Ivete Cruz e Celita.
Passou algum tempo com uma comemoração simplória, sem brilhantismo profano, mesmo assim, nunca deixou de acontecer. O pavilhão era erguido, ostentando as cores: azul e encarnado, mas muitas vezes não existia parque de diversão e alto-falante que seduzissem o povo, aos festejos.
Com a chegada do Padre Euzébio Oliveira, em 1962; vieram às grandes festas com os grandes pavilhões erguidos ao lado da igreja. A Rua Flávio Maroja Filho era tomada de barracas, parque de diversão com diversas opções de divertimentos e o animado alto-falante de Aldo Ferreira oferecia músicas aos enamorados, como nos velhos tempos. No pavilhão central, onde voltou à antiga disputa do azul e encarnado, o leilão do galêto assado chegava a preços exorbitantes, disputados principalmente por políticos, que ainda votavam na rainha da festa, escolhida entre as garçonetes.
Época em que era comum encontrar o Padre Euzébio caminhando entre o povo, cumprimentando e abençoando, principalmente os jovens: “feras” do vestibular, que aproveitavam o evento para ostentar suas “carecas” mostrando que passou no disputado concurso; tornando-se o palco das celebridades intelectuais da juventude bayeuxense.
A partir do meado dos anos 70 os festejos profanos voltaram ao esquecimento, indo se instalar na Rua Francisco Pontes, longe da igreja, onde um simplório parque de diversão tentava animar os paroquianos.
A mais tradicional festa religiosa do município continuou existindo, mas, por muito tempo perdeu o brilhantismo. As gerações passadas relembravam com saudade as grandes festas e a atual sonha com sua volta, ouvindo relatos dos mais velhos.
Mas, a partir do ano de 2005, a festa do padroeiro deu sinal de renascimento, erguendo-se altiva e seduzindo novamente a população, longe da igreja, no parque do povo, por traz da prefeitura. Um local amplo de livre acesso, onde os paroquianos podiam comemorar com alegria o dia do seu padroeiro. Mas, mesmo assim muitos bayeuxenses não gostaram de ver a sua tradicional festa sendo realiada longe da igreja.
No ano de 2009, a Festa de São Sebastião foi celebrada no grande espaço defronte a empresa Pênalti, ostentando um grande palco para apresentação musical, muitas barracas de comércio e parque de diversão, exibindo logo na entrada do parque um grande cartaz com a imagem do Santo Padroeiro.
Em 2010, para comemorar o Ano Jubilar pelos 50 anos da Paróquia foi realizada uma grande comemoração iniciada no dia 03 de janeiro com a Pré-novena nas comunidades e ruas da cidade até o dia 20 de janeiro, começando às 06 horas da manhã com uma Alvorada Festiva e Oração da Manhã – Oficio de Nossa Senhora, Missa Solene (sócios da C. Minha Igreja é 10); Almoço com São Sebastião; Missa Festiva de São Sebastião, seguida da procissão pelo Circular SESI, Benção do Ssmo. Sacramento; quermesse e Show com o Pe. João Carlos; em união com todas as comunidades católicas, realizando noitários, quermesses e homenageando os diversos segmentos sociais da cidade, buscando a religiosidade.
Os eventos religiosos de uma cidade precisam ser perpetuados, buscando a autoestima e a religiosidade do seu povo, contribuindo da melhor forma possível para o potencial turístico do lugar, pois a história se faz também através das suas datas comemorativas religiosas. E o Pe. Severino dos Santos Melo; abnegado ao amor a Deus, vem com sabedoria exaltando essa tão importante data para a cidade de Bayeux. Evento religioso que contou com a presença e o apoio do Arcebispo da Paraíba Dom Aldo di Cillo Pagotto, Diácomo Marcos Antônio e os padres de Bayeux: Pe. Claudio Álvaro, Pe. Joseilson de Souza e o Pe. Glenio Guimarães.
A população espera que as festas em comemoração ao santo padroeiro de Bayeux continuem sendo comemorada com muita alegria e autoestima, pois a reforma que acontece na estrutura física da Matriz de São Sebastião mostra o empenho e a dedicação do Padre Severino e que no dia da sua inauguração aconteça, com certeza, uma grande festa, quando o povo bayeuxense agradecerá todo o amor que o padre dedica ao nosso município.
São Sebastião, o santo padroeiro de Bayeux, nasceu em Narbonna – Milão – 250 d.C. Era um valente soldado, tendo ingressado no exército com cera de 19 anos de idade. Sua fama de bom soldado era tamanha que se tornou estimado pelos imperadores Diocleciano e Maximiano Vivia num tempo em que era proibido confessar que era seguidor de Jesus. Os soldados prendiam sem dó nem piedade os cristãos. Acontece que Sebastião era um cristão, e o imperador não sabia. Como ele protegia os cristãos mesmo sendo um centurião, foi denunciado, preso, amarrado a uma árvore e crivado de flechas, salvo por uma cristã. Novamente preso e flagelado até a morte, em 288. Considerado como mártir da igreja primitiva. Converteu o governador de Roma, Cromácio, e seu filho Tibúrcio que sofreram o martírio. Defende seus devotos, da peste, da fome e da guerra.
Janeiro – 10. Fundação da 1ª Escola da Rede Estadual de Ensino
A primeira escola da rede estadual de ensino foi fundada em 10 de janeiro de 1938 e denominada de Escola Elementar Mixta de Barreiras, seguindo as normas de denominação implantada pelo Governo Estadual no período entre 1920 a 1940.
Teve como sede um prédio construído no início da Rua Engenheiro Carvalho, esquina com a Rua Ábdom Milanez, hoje denominada Avenida Liberdade, local da atual Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Engº José D Ávila Lins. Iniciou suas atividades com apenas duas salas de aulas e uma faixa de 100 alunos. A maioria dos professores era de Santa Rita ou de João Pessoa e muitos dos alunos desta época, foram personagens importantes na historia do município.
Em 14 de julho de 1944, dentre outras homenagens a Bayeux francesa, foi denominada de Escola Reunida Joana D`Arc, homenageando a heroína francesa. Nesta época já funcionavam três salas de aulas e um quadro de aproximadamente 150 alunos.
No ano de 1960, com a Emancipação Política de Bayeux; recebeu à denominação de Grupo Escolar Álvaro de Carvalho, em homenagem ao professor, historiador, filósofo, crítico literário e político que tinha falecido recentemente, propriamente em 05 de outubro de 1952. Foi reformada e ampliada, surgindo mais quatro salas de aulas, uma caixa de água e uma área coberta para recreio.
No ano de 1970 passou a funcionar nas dependências do SESI, até se fixar na atual localização, Rua Joaquim Fernandes, s/n, onde funcionam os dois turnos com cinco salas de aula e um quadro de aproximadamente 400 alunos.
A Escola Elementar Mixta de Barreiras foi um marco no desenvolvimento educacional do município, quando o Governo do Estado, preocupado com a educação dos barreirenses, hoje bayeuxenses; implantou a primeira entidade numa povoação carente de estudo e sem condição financeira para locomoção a cidades vizinhas.
O Município de Bayeux, desde os anos 60, vem se destacando no cenário estadual de bandas marciais, com o pioneirismo da Banda Marcial da Escola Senhor do Bonfim, fundada pelo Professor José Mendes da Silva Neto. Daí por diante a maioria das escolas particulares criaram suas próprias bandas e elevaram o nome de Bayeux para outros municípios e até mesmo outros Estados, conseguindo fabulosas premiações.
Mas as escolas públicas não participavam deste projeto tão memorável e instituidor de civismo. Os alunos do município sonhavam com a música, porém, limitavam-se a incorporar-se nos grupos musicais de escolas particulares.
No ano de 1997 o professor de música Raniere preparou um projeto para a criação de uma banda musical com o objetivo principal de criar uma Oficina de Música.
Esse projeto foi entregue ao Major José Gonçalves de Sá, então Secretário de Educação do Município, que enviou o projeto ao Prefeito Municipal de Bayeux Dr. Expedito Pereira.
Enquanto o projeto não saia do papel, o professor Raniere, juntamente com Emerson, continuava ministrado aula de música e de partitura para o coral que funcionava no prédio da Escola de Informática, situada no bairro Alto da Boa Vista e depois na Prefeitura Municipal de Bayeux, à noite.
Pouco tempo depois, com a formação de um grupo de jovens, dentre eles: Fabio Pereira de Oliveira, Elielton, Thiago, João Batista, Willame (Leu), Paulo Rogério, Janay e Gessé, a maioria estudante do Colégio da Polícia Militar, situado no Conjunto Tambay, foi criada a Banda Municipal de Música, vindo a desfilar pela primeira vez no desfile cívico de 07 de setembro do ano de 1997, quando trajava: calça e camisa verde (camisa de meia), representando as cores da bandeira de Bayeux e um chapéu verde e amarelo, representando as cores da Bandeira Nacional.
Nessa época a FUNART – Fundação Nacional de Arte estava doando kits musicais para grupos de música criados por escolas municipais. Para participar desse projeto o professor Raniere, professor Emerson com o apoio do Sub-Secretário de Educação, professor James Santos, prepararam um projeto e enviaram para a sede da FUNARTE; mas, infelizmente não foram premiados com os kits musicais.
Mesmo assim, a Banda Municipal de Bayeux, continuou existindo, participando de todos os desfiles cívicos, eventos realizados pela Prefeitura Municipal de Bayeux, como também se apresentando em outros municípios. Mas, mesmo com muitos serviços prestados a comunidade, a Banda Municipal não conseguia um local para realizar seus ensaios e muitas vezes nem mesmo conseguia local para guardar seus instrumentos.
No início de 2001, o professor Raniere desligou-se da Banda Municipal e foi substituído pelo Professor João Batista, chegando ao final do ano a ser substituído pelo professor Pedro Paulo (Pedrinho). O qual vem ministrando e dirigindo a Banda Municipal que recebeu no ano de 2005 a denominação de Banda Municipal 06 de Junho.
Mas com a coordenação de Pedro Paulo os problemas não desapareceram. Dirigindo a entidade com os seus componentes, o cidadão apaixonado pela música Pedro Paulo, conhecido carinhosamente como Pedrinho, vem superando os obstáculos e as barreiras impostas pelo destino e, um dos maiores problemas continua sendo a falta de um lugar próprio para guardar os equipamentos e a realização de ensaios musicais, fato esse acontecido durante anos, quando foram jogados de um lado para outro, sem ter onde ficar. Esperamos que o lugar onde estão agora seja definitivo, traga paz para esses cavaleiros andantes que exalam músicas nos quatro cantos de nossa cidade; mas ainda são desvalorizados.
É preciso uma demonstração de muito amor pela música, amor esse demonstrado pelos dirigentes que passaram e o atual, como também pelos componentes que conseguiram permanecer todo esse tempo, pois ainda existem jovens do tempo da criação.
A banda foi denominada de Banda de Música Municipal 06 de Junho em homenagem ao dia em que a cidade de Bayeux francesa foi resgatada pelos ALIADOS na Segunda Guerra Mundial, primeira cidade francesa libertada do poder nazista. Denominação também da Praça 06 de Junho.
O Projeto de Lei Nº 032/2006 do vereador Fábio Lira Diniz deu origem a Lei Municipal Nº 1.032/2006, vigorando a partir de 29/12/2006, assinado pelo então prefeito Josival Junior de Souza. Entretanto, mesmo sendo criada no ano de 1997, o dia consagrado a sua fundação vigora a partir de 29 de 12 de 2006, dia da oficialização da banda, comemorado todos os anos no dia 29 de dezembro.
A Banda de Música Municipal 06 de Junho é um exemplo de civismo, de cidadania, e principalmente de autoestima, pois esses jovens superaram vários obstáculos para chegar onde estão. Vem contribuindo de forma sonora com o desenvolvimento de Bayeux, participando de perto dos diversos momentos históricos e fazendo história. Portanto; parabenizar esse grupo é pouco pelo muito que faz.
Natal, que diz respeito a nascimento, é o dia em que se comemora o nascimento de Cristo.
Naqueles dias foi publicado um decreto de César Augusto, governador da Síria, convocando toda a população do império para que se fizesse o recenseamento. E foi também para essa convocação José, com sua esposa Maria que estava para ser mãe. E aconteceu que estando ali, completaram-se os dias em que havia de dar a luz. E deu a luz seu filho primogênito, enfaixou-o e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles nas hospedarias.
Alguns pastores que viviam no campo foram comunicados por um anjo do Senhor, que nascera na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo. O menino também recebeu a visita dos três reis magos, que seguiram uma estrela até a manjedoura. Os reis: Baltasar, Belchior e Gaspar trouxeram de presente para o filho de deus, ouro, incenso e mirra.
E assim, o nascimento do menino Jesus, quando se comemora o Natal, tornou-se a maior festa do calendário religioso.
Os festejos natalinos têm início no dia 08 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, até o dia 06 de janeiro, dia de Reis.
O Dia de Natal, 25 de dezembro é conhecido tradicionalmente como o dia de festa, mas, são nas vésperas de Natal que se fazem as maiores comemorações.
Nesse período natalino as ruas, fábricas, casas, prédios públicos e comerciais são enfeitados com luzes coloridas ostentando mensagens ou símbolos do Natal.
Algumas famílias ainda continuam com a tradição de enfeitar árvores de diversas cores e tamanho, como também o costume de enviar cartões e trocar presentes, principalmente à meia noite, fazendo surgir o espírito natalino.
Dos inúmeros presépios montados há tempos atrás, hoje poucos são encontrados; ao contrario, cada vez mais a imagem do bom velhinho, Papai Noel, ressurge nas comemorações festivas.
Das grandes festas realizadas na Praça 06 de junho e Rua Flávio Maroja, restaram as festas familiares, quando a família se reúne para a tradicional Ceia de Natal ou se desloca à praia e outras cidades para promover o espírito natalino. Enquanto alguns procuram as manifestações folclóricas, como: Boi de reis, Cavalo marinho, Lapinha, Nau Catarinete; outros procuram à igreja Matriz de São Sebastião ou os templos evangélicos para assistir a missa ou o culto, cumprindo a assim o ritual mais sagrado das comemorações.
O tempo passa e o Natal precisa ressurgir para que o espírito natalino de amor ao próximo continue renascendo nos corações dos homens. O nascimento de Cristo é o mais importante fato da historia, levando o homem á reflexão e ao amor, não só no dia do Natal, mas em todos os dias do ano.
Chama-se Imaculada Conceição, o privilégio singular com que Deus enriqueceu a alma de Maria Santíssima, isentando-a de mancha original.
Foi o papa Pio IX que promulgou a verdade da fé a Imaculada Conceição de Maria em 08 de dezembro de 1854, tornando-se um dia santificado, por isso feriando nacional. E a Virgem Maria, na sua aparição a Santa Bernadete, em 1858, confirmou esta promulgação, dizendo: “Eu sou a Imaculada Conceição”.
A festa da Imaculada Conceição de Maria é, sem dúvida, a melhor preparação para o Natal. De fato, Maria foi imaculada exatamente porque devia ser a Mãe do Salvador do mundo. Era, pois conveniente que Jesus salvasse em primeiro lugar sua própria Mãe. Ele o fez, preservando-a da mancha original em previsão da maternidade divina. Como Mãe de Deus, que devia ser, era conveniente que ela fosse cumulada de graças, “cheia de graças” em vez de ser, como as demais criaturas, privada da graça primeira.
A Santíssima Virgem Maria era filha de Sant`Ana e São Joaquim, que ouvindo a Deus com grande confiança, na esperança de um filho, pois naquele tempo toda a esterilidade era sinal de maldição divina, por isso uma grande amargura entristecia os corações do casal. E eis que um anjo de Deus lhe apareceu, dizendo: “Ana, tua esposa, terá uma filha e tu a chamarás Maria. Desde a infância será cheia do Espírito Santo”. E assim aconteceu. Nasceu Maria em Jerusalém e a festa do seu nascimento é celebrada em 08 de setembro.
No dia 23 de janeiro Maria casou-se com José, o carpinteiro. E ninguém mais do que José, da estirpe real de Davi, merecia a honra de ser o esposo virginal de Maria. E esta honra foi para ele motivo de muitas graças.
Depois de casados, o anjo Gabriel apareceu a Maria e disse-lhe: “Deus te salve, cheia de graça, o senhor é contigo. Bendita és tu entre as mulheres”. E continuou: “Eis que conceberás e darás a luz um filho, e o chamarás com o nome de Jesus”. E a virgem, respondeu: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”. E o verbo se fez carne. Naquele instante Maria tornou-se Mãe do filho de Deus feito homem. A salvação da humanidade estava iniciada nas puríssimas entranhas da Virgem Maria.
Bayeux comemora o dia 08 de dezembro, Dia de Nossa Senhora da Conceição, com celebrações religiosas na igreja matriz de São Sebastião e nas demais capelas espalhadas pelos bairros, destacando-se uma celebração especial na capela de Nossa Senhora da Conceição, instalada no bairro Imaculada Conceição, onde a Virgem Santíssima é a padroeira.
Comemora também com uma procissão que sai do porto do Capim, em João pessoa, para a ilha, onde foi erguida uma capela em homenagem a Nossa Senhora. Esse ato de fé nasceu da promessa de Dona Maria que prometeu com a graça alcançada, realizar todos os anos uma procissão, levando a imagem da santa em canoas, até a capela.
Alguns bayeuxenses, nesse dia 08 de dezembro, dirigem-se a praia de Tambaú para homenagear Iemanjá, a rainha do mar, que para os devotos é a mesma Nossa Senhora da Conceição.
Dezembro – 08. Dia da Padroeira do Bairro Imaculada Conceição
A padroeira do bairro Imaculada Conceição, é a própria Nossa Senhora da Conceição, a Imaculada Conceição, Virgem Santíssima.
A comunidade da Imaculada Conceição foi criada na década de 60, através das irmãs Celina e Aurélia. Elas se reuniam nas casas, fazendo estudos bíblicos e visitas aos doentes. Quando o padre Euzébio soube do trabalho que as irmãs faziam com alguns moradores, rezou a primeira missa embaixo de um pé de caju. A partir desse pé de caju, a árvore da imaculada começou a crescer e dar frutos.
Houve várias campanhas para a construção de um centro social em um terreno que foi doado pelo Dr. Wolgran. Com a ajuda do padre Maurício, os comunitários fabricavam os tijolos para construir com esses tijolos. Também foram feitas várias campanhas para a conclusão da igreja, que já passou por outra reforma com o padre José.
Atualmente conta com uma média de mil fiéis que frequentam a igreja e com 28 grupos e tem como animadores: Maria José, Marinalva, Josefa e Josinaldo, dentre outros.
No dia 08 de dezembro a capela do bairro realiza uma celebração religiosa especial a Virgem Santíssima, quando os paroquianos, unidos pela fé, agradecem as graças alcançadas, meditam e cultuam a memória daquela que é verdadeiramente nossa mãe, a Virgem Maria. Com procissão, missa e o tradicional leilão, cuja renda é revertida em beneficio da comunidade.
Acontece também uma festa profana com parque de diversão, instalado em uma das principais ruas do bairro, onde a população se diverte em homenagem a padroeira.
Esse acontecimento vem se perpetuando há décadas, enaltecendo a cultura do povo, buscando a autoestima e a fé. Esperamos que esse exemplo seja seguido pelas novas gerações, pois é a cultura que identifica um povo.